Barack Obama anuncia plano para enviar 4.000 soldados adicionais para território afegão e triplicar para US$ 1,5 bilhão a ajuda americana aos paquistaneses
Os governos do Afeganistão e do Paquistão expressaram satisfação e aprovação com o novo plano anunciado ontem pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para enviar 4.000 soldados adicionais para território afegão e triplicar para US$ 1,5 bilhão a ajuda americana aos paquistaneses. "O presidente Asif Ali Zardari destaca as iniciativas do presidente dos Estados Unidos para o Paquistão, em particular o apelo ao Congresso de seu país para fazer aprovar uma ajuda anual de 1,5 bilhão de dólares ao Paquistão", diz a agência estatal de notícias de Islamabad, APP. Obama afirmou em anúncio oficial que a rede terrorista Al Qaeda - responsáveis pelos ataques - encontrou solo seguro no Paquistão e por isso os EUA devem expandir a "guerra ao terror" do Afeganistão para o país vizinho. O presidente paquistanês recebeu o discurso de Obama como meio de "fortalecer ainda mais os laços de amizade entre os dois países". Obama, contudo, ressaltou que os EUA não escreverão "um cheque em branco" a Islamabad. "O Paquistão precisa mostrar trabalho", disse o democrata, que pediu ainda a aprovação de um segundo projeto de lei que "ajuda a desenvolver a economia na fronteira e criar oportunidades". AFEGANISTÃO Obama afirmou ainda que "a situação é cada vez mais perigosa" no Afeganistão e anunciou que enviará mais 4.000 soldados adicionais, além dos 17 mil já previstos, ao país nos próximos meses. Os soldados adicionais serão destinados ao treinamento das forças de segurança afegãs já que os EUA não estão no Afeganistão "para controlar o país". O Afeganistão saudou a revisão da estratégia americana na região e ressaltou a mensagem de Obama de que a ameaça da Al Qaeda provém do Paquistão --país para onde, segundo os militares, as forças do grupo islâmico radical Taleban, que foram derrubados do poder no Afeganistão em 2001, foram buscar refúgio. "Saudamos a declaração do presidente Obama e aprovamos o seu conteúdo", declarou o porta-voz da Presidência afegã, Homayun Hamidzada.