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MUNDO
Segunda-feira, 25 de Novembro de 2013, 20h:28

CONFLITO/SÍRIA

Papa e Putin defendem Uma saída negociada

O papa Francisco e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, defenderam ontem a via da negociação, que inclua as distintas facções étnicas e religiosas, para a consecução de uma "solução pacífica" ao conflito na Síria. Durante uma audiência privada de 35 minutos de duração realizada ontem no Palácio Apostólico do Vaticano, o líder russo quis agradecer ao pontífice a carta que enviou por ocasião da cúpula do G20 de São Petersburgo no último mês de setembro para pedir que se evitassem "soluções militares". Na audiência, "se ressaltou a urgência da cessação da violência e de fazer chegar a assistência humanitária necessária à população, assim como de favorecer iniciativas concretas para uma solução pacífica do conflito, que privilegie a negociação e envolva as distintas facções étnicas e religiosas, reconhecendo seu papel imprescindível na sociedade", informou o Vaticano. A paz no Oriente Médio e a "grave situação" na Síria, segundo a definiu a Santa Sé em comunicado, foram dois dos temas que o chefe da Igreja Católica e o presidente da Rússia abordaram no encontro de hoje na biblioteca do apartamento papal no Palácio Apostólico com ajuda de intérpretes. Durante seu encontro, que sucedeu uma reunião de Putin com o secretário de Estado, Pietro Parolin, e com o secretário para as Relações com os Estados do Vaticano, Dominique Mamberti, o presidente russo e Francisco trocaram presentes. O papa presenteou Putin com um mosaico com uma panorâmica dos jardins vaticanos, enquanto o líder russo lhe entregou a representação de Nossa Senhora de Vladimir, uma das imagens mais veneradas na Igreja Ortodoxa, cujo original data do século 12. Trata-se da quarta vez que Putin visita o Vaticano desde o ano 2000, quando, em seu primeiro ano de presidência, se reuniu com João Paulo II, um encontro que se repetiria em 2003, para voltar já em 2007, sob o pontificado de Bento XVI. A reunião aconteceu em um momento de diálogo e aproximação entre a Igreja Católica e os ortodoxos russos, apesar de Putin não ter convidado o papa à Rússia, por não contar com o respaldo do patriarca russo, Kirill, o máximo representante da Igreja Ortodoxa russa.

Edição EDIÇÃO 16965




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