Poder Democrático e Social (Podemos), o principal partido de oposição da Bolívia, reiterou ontem sua recusa para participar na quarta da reunião convocada pelos governistas no Congresso, para negociar uma forma de compatibilizar o projeto da nova Constituição e os estatutos autonômicos. Segundo o Podemos, "o diálogo será improdutivo" se não participarem o governo e o governadores departamentais, e se não for reconhecida a validade das consultas sobre os estatutos autonômicos de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija. Ainda que o governo tenha se declarado disposto a negociar qualquer outro tema, além de mudanças constitucionais, o Podemos exige restituição às regiões de um imposto sobre hidrocarbonetos que estava em vigor há três anos. "É de fundamental importância conhecer sobre que base o MAS (Movimento ao Socialismo) está disposto a trabalhar para redigir um novo texto constitucional, que mereça o consenso da imensa maioria dos bolivianos e a aceitação de todas as regiões", diz uma carta do Podemos ao vice-presidente Álvaro García Linera, que convocou a reunião. Parlamentares do MAS e dos opositores acordaram reunir-se desde hoje para trabalhar em busca de compatibilizar o projeto de constituição e os estatutos autonômicos departamentais.