Israel deve completar antes de 2010 a sua barreira em torno de Jerusalém, disse o primeiro-ministro Ehud Olmert ontem. Os palestinos dizem que esse projeto é um grave empecilho ao processo de paz. Dos 790 quilômetros de cercas e muros na fronteira com a Cisjordânia (e dentro do território ocupado, em diversos trechos), uma quinta parte passa em torno de Jerusalém, deixando no lado israelense partes da cidade sagrada que os palestinos pleiteiam como capital de seu eventual Estado. Israel capturou Jerusalém Oriental e a Cisjordânia, que pertenciam à Jordânia, em 1967. Os israelenses consideram que a cidade inteira é a sua capital - embora a comunidade internacional considere que a capital de Israel é Tel Aviv. De acordo com Israel, a barreira serve para impedir que palestinos cometam atentados suicidas em seu território. "A cerca na Grande Jerusalém deve estar completa até o final de 2009. Isso é vital para a segurança de Israel", disse Olmert a representantes do Ministério da Defesa durante visita à obra, na terça-feira, segundo nota divulgada por seu gabinete. Mais de dois terços da barreira em Jerusalém estão concluídos, segundo a nota. Dos trechos restantes, 4,5 quilômetros restantes estão embargados por decisão judicial, atendendo à queixa de palestinos que temiam perder o acesso a suas terras ou aos serviços urbanos.