MUNDO
Terça-feira, 28 de Julho de 2015, 19h:36
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ÁFRICA
Obama defende combate à corrupção
LEANDRA FELIPE
Da Agência Brasil/EBC - Atlanta (EUA)
O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse ontem que é preciso extirpar o câncer da corrupção, o que, segundo ele, é o principal obstáculo para o desenvolvimento do continente africano. Obama discursou na sede da União Africana (UA), em Adis-Abeba, Etiópia, e foi o primeiro presidente norte-americano a visitar a sede da organização. Ele defendeu transparência nas gestões e um compromisso com princípios democráticos nos países africanos. Nada será tão produtivo para liberar o potencial econômico da África como erradicar o câncer da corrupção, destacou Obama ao falar à plateia da UA, composta por representantes de 54 países do continente. Ele ponderou que a corrupção existe em todo o mundo, mas disse que na África a corrupção retira milhões de dólares das economias, dinheiro que poderia ser utilizado para criar emprego, construir hospitais e escolas. Só os africanos podem acabar com a corrupção nos respetivos países, acrescentou. DEMOCRACIA Obama ainda lembrou da importância dos princípios democráticos para o desenvolvimento do continente africano. O progresso de África também vai depender da democracia, porque os africanos, como todas as pessoas do mundo, merecem a dignidade de serem capazes de controlar as suas próprias vidas, frisou. Para isso, de acordo com o presidente norte-americano, é preciso eleições livres e justas, liberdade de expressão e de imprensa e liberdade de reunião. Esses direitos são universais. Estão escritos nas Constituições africanas, acrescentou, ao citar os exemplos das eleições na Namíbia, África do Sul e Nigéria. Obama foi contundente ao falar que, apesar das eleições existirem, alguns líderes não querem cumprir suas constituições e não querem deixar o poder ao final do mandato. "Ninguém deve ser presidente para a vida." O presidente dos Estados Unidos terminou ontem a viagem à África, depois de viajar pelo Quênia e pela Etiópia. Ele foi o primeiro presidente dos Estados Unidos a visitar os dois países e discutiu temas ligados ao combate ao terrorismo na região, o conflito no Sudão do Sul e acordos bilaterais econômicos.