MUNDO
Sábado, 02 de Abril de 2011, 13h:20
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AFEGANISTÃO
Mais nove pessoas morrem em novo protesto
Na sexta-feira, sete funcionários estrangeiros da ONU - quatro guardas nepaleses e três europeus -, morreram em um protesto similar na cidade de Mazar-i-Sharif
Nove pessoas morreram ontem em Candahar em novos protestos contra a recente queima de um exemplar do Corão nos Estados Unidos, um dia depois da morte de sete funcionários da ONU no ataque mais violento contra as Nações Unidas desde a invasão do Afeganistão em 2001. Os protestos de ontem começaram no centro de Candahar (sul do Afeganistão) e se ampliaram a outros pontos. A polícia enfrentou os manifestantes, que seguiam para os escritórios da ONU e para os edifícios do governo provincial. Na sexta-feira, sete funcionários estrangeiros da ONU - quatro guardas nepaleses e três europeus -, morreram em um protesto similar na cidade de Mazar-i-Sharif, norte do país. Os talibãs assumiram a reponsabilidade do ataque, no qual parte do complexo da ONU foi incendiado. "Hoje (ontem), como resultado das violentas manifestações em Kandahar, 73 pessoas ficaram feridas e nove morreram", afirma um comunicado da administração local. Às 9h (1h30 de Brasília) teve início uma manifestação pacífica contra a queima do Corão nos Estados Unidos. Elementos destrutivos se infiltraram entre a multidão e tentaram gerar violência". Todos os mortos e feridos são manifestantes. Além disso, 17 pessoas foram detidas. Os manifestantes atacaram edifícios públicos e privados, e incendiaram veículos. Os protestos foram motivados pela queima de um exemplar do Corão no Dove World Outreach Center, uma igreja evangélica de Gainesville, Flórida, no dia 20 de março. O pastor Terry Jones, líder da igreja, afirmou: "Não nos sentimos responsáveis pelo ataque, porque os elementos radicais do islã estão usando [a queima] como desculpar para promover suas atividades violentas". BASE MILITAR Quatro insurgentes talebans morreram ontem em um enfrentamento com tropas da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) quando tentavam atacar a base militar de Camp Phoenix, na zona leste de Cabul, segundo informou uma fonte militar. Dois dos insurgentes detonaram os explosivos que levavam presos ao corpo, enquanto um terceiro suicida e o motorista do veículo no qual chegaram ao local foram baleados, detalhou o chefe de investigação criminal de Cabul, Mohammed Zahir. Três militares da Otan sofreram ferimentos leves. Segundo Zahir, que informou que três dos terroristas vestiam burkas, o ataque não deixou vítimas civis, embora a investigação sobre os fatos ainda esteja em andamento. Zabiullah Mujahid, um porta-voz taleban, atribuiu a autoria do atentado ao seu grupo, e informou à agência afegã AIP que civis morreram por disparos das tropas internacionais.