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Cuiabá MT, Terça-feira, 09 de Junho de 2026

MUNDO
Sábado, 01 de Setembro de 2012, 11h:34

ATAQUE

Líder do Irã culpa os EUA por toda a crise na Síria

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, declarou que Estados Unidos e Israel são "os principais responsáveis ocultos" pela crise política na Síria, que acontece há 17 meses. Durante uma reunião com o primeiro-ministro sírio, Wael al Halaqi, durante a Cúpula de Países Não-alinhados, ele acusou os dois países de apoiarem os rebeldes com armas. "Os principais responsáveis ocultos dos dolorosos problemas na Síria são Estados Unidos e o regime sionista [Israel], que inundaram a Síria com armas e apoiaram financeiramente grupos irresponsáveis da oposição", declarou o aiatolá Khamenei, segundo seu site, leader.ir. "O governo sírio é a vítima neste caso", completou, antes aconselhar Damasco "a prosseguir com as reformas políticas para suprimir todos os pretextos da oposição", além de "revelar à opinião mundial e árabe o que oculta a conspiração na Síria". O Irã é o principal aliado do regime de Damasco, ao qual concede um apoio incondicional desde o início da revolta popular em março de 2011. A relação dos dois é mútua, já que o regime sírio é o principal aliado de Teerã no Oriente Médio. A República Islâmica não aceita a ideia de que a solução da crise é a saída do ditador Bashar Al Assad. Ontem, o premiê sírio também se reuniu com o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, que voltou a pedir o fim do uso de armamento pesado em operações contra os opositores. Durante o encontro, o chefe da organização defendeu que todas as partes devem cessar a violência, mas que o regime possui a maior responsabilidade por ter em suas mãos a força dos equipamentos militares. Em meio às reuniões, seguem os confrontos entre as tropas do regime e da oposição. Rebeldes sírios afirmaram que fizeram duas operações contra prédios do governo em Aleppo, no norte do país. Em outra ação, o regime é acusado de ter lançado 25 explosivos contra casas em um bairro cristão da cidade libanesa de Minjez, na fronteira entre os dois países. De acordo com moradores, os artefatos causaram danos materiais em casas e um ferido. As regiões fronteiriças da Síria também são alvo de ações das tropas de Assad que eventualmente são acusadas de fazer ações fora de seus limites para afetar opositores que pediram refúgio. O Irã aumentou sua capacidade de enriquecer urânio com a instalação de mais equipamentos e continuou produzindo combustível nuclear, ignorando as exigências da ONU, segundo um relatório da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica). OFENSIVA O Irã lançou ofensiva para reagir a críticas e ataques contra seus interesses que marcaram uma cúpula com representantes de 120 países encerrada na sexta em Teerã. Irritado principalmente pelas declarações de apoio irrestrito do novo presidente egípcio aos rebeldes sírios, o Irã tentou jogar seu peso diplomático em favor do ditador da Síria, Bashar Al Assad. Um dos principais assessores do governo iraniano para temas internacionais, o deputado Hossein Sheikholeslam, disse que Mohamed Mursi mostrou "não ter maturidade política" ao exigir, em discurso na quinta, a renúncia de Assad. Segundo Sheikholeslam, o egípcio feriu princípios diplomáticos e cometeu "um grande erro".

Edição EDIÇÃO 16959




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