Um comandante da infantaria do Exército israelense está sendo investigado por causa de um ataque que matou, de uma vez, 21 membros da mesma família durante a ofensiva israelense à faixa de Gaza, em janeiro de 2009. O episódio é considerado o mais grave ocorrido durante a ofensiva realizada de dezembro de 2008 a janeiro de 2009. Ilan Malka, comandante da brigada Givati, foi interrogado pela Policia Militar israelense sob suspeita de violar as regras que determinam em que situações os militares poderiam abrir fogo. No dia 5 de janeiro de 2009, a casa onde se concentravam cem membros da familia Al Samouni, no bairro Zeitun da cidade de Gaza, foi bombardeada pela Força Aérea israelense. Vinte e uma pessoas morreram e dezenas ficaram feridas no ataque, incluindo mulheres e crianças. O responsável pelo disparo dos misseis contra a casa foi o coronel Malka, que afirmou que não sabia que havia civis no local. No entanto, de acordo com depoimentos colhidos pela ONG israelense de direitos humanos Breaking the Silence (Quebrando o Silêncio), o comando do Exército havia sido advertido da presença dos civis no local por oficiais que participaram da operação militar. De acordo com as informações da imprensa local, o coronel Malka foi interrogado sob advertência, depois que se revelaram contradições entre seu depoimento e os testemunhos de outros oficiais israelenses. segundo os testemunhos dos oficiais, soldados israelenses que operavam no bairro de Zeitun encaminharam a familia Al Samouni para a casa que foi bombardeada, depois que seis outras casas pertencentes à mesma familia foram ocupadas pelas tropas e transformadas em bases militares. O coronel Malka disse, em depoimentos anteriores, que se baseou em vídeos transmitidos por aviões sem piloto, que teriam indicado a "presença de homens armados com foguetes perto da casa". Porém, segundo os sobreviventes palestinos do ataque, as imagens transmitidas pelos vídeos eram de membros da família que saíram ao quintal para colher lenha para aquecer o local. De acordo com o analista militar do jornal Haaretz, Amos Harel, a lenha teria sido confundida com foguetes Kassam e levado o coronel a dar a ordem de bombardear a casa.