O gabinete de segurança de Israel se reuniu ontem para decidir sobre o abrandamento do bloqueio a Gaza, mas as discussões sobre as medidas foram adiadas para hoje, informou um funcionário do governo israelense. O gabinete estuda a expansão de uma lista de cem bens cuja entrada é permitida no território palestino, segundo a fonte. A revisão do bloqueio a Gaza planejada por Israel é resultado das pressões internacionais contra o Estado judeu depois que os militares israelenses abordaram uma frota que levava ajuda humanitária ao território palestinos e mataram nove civis. O chefe de segurança interna israelense, Yuval Diskin, mostrou-se contra o levantamento do bloqueio naval a Gaza, justamente o que causou o ataque do Exército contra a frota. Atualmente, cerca de 1,5 milhões de palestinos vivem em Gaza, sob controle do Hamas desde 2007. Israel mantém o bloqueio ao território desde que o partido militante palestino passou a controlar a área. O Estado judeu alega que o bloqueio é importante para evitar que o Hamas, considerado um grupo terrorista por EUA e União Europeia, obtenha armas e ameace a existência de Israel. Mas, sob um plano preparado em conjunto com Tony Blair, representante especial da comunidade internacional para o Oriente Médio, Israel poderia inverter sua política atual - em vez de ter uma lista de poucos itens autorizados a entrarem no território palestino, seria adotada uma lista de itens proibidos, segundo diplomatas.