MUNDO
Terça-feira, 12 de Agosto de 2014, 19h:12
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Helicóptero de ajuda cai em montanha no norte do Iraque
Um helicóptero militar do Curdistão iraquiano que levava ajuda aos curdos yazidis caiu ontem na montanha de Sinjar. O piloto do aparelho morreu e uma jornalista do "New York Times" que acompanhava a operação ficou ferida. O helicóptero, do modelo MI-17, era um dos quatro aparelhos que levavam suprimentos aos milhares de yazidis que ficaram presos na montanha após fugir de Sinjar na semana passada, após a invasão do grupo radical sunita Estado Islâmico. Segundo as autoridades militares, uma falha técnica provocou a queda, que ocorreu pouco depois da decolagem. Além do piloto e da repórter, funcionários do governo alguns refugiados estavam a bordo do aparelho. O governo curdo informou que, logo após a queda, outros dois helicópteros de resgate retiraram os sobreviventes e os levaram para um local seguro. De lá, foram levados em ambulâncias para hospitais de Dohuk, a 170 km da montanha. A administração da região autônoma descarta que o helicóptero estivesse próximo das áreas de domínio do Estado Islâmico ou que o grupo radical tenha tentado derrubar o aparelho. FUGA Os yazidis fazem parte do grupo de minorias que teve suas cidades invadidas na semana passada pelo Estado Islâmico, em seu avanço até o Curdistão iraquiano. Mais de 300 mil pessoas tiveram que buscar refúgio em áreas mais seguras. O grupo radical sunita obriga que todos os moradores das regiões que invadem se convertam ao islamismo, sob pena de multa ou morte. Dezenas de pessoas foram mortas pelos extremistas por não aceitarem aderir à religião. Ontem, o Conselho de Direitos Humanos considerou que os yazidis sofrem risco de genocídio e pediram uma ação global para evitar um massacre e retirar o grupo das montanhas de Sinjar, onde estão sem água nem comida. Além da ajuda americana e britânica, a Comissão Europeia ofereceu 5 milhões de euros (R$ 15 milhões) em ajuda humanitária, mas considerou que a maior dificuldade é o acesso aos grupos afetados devido ao conflito. PEDIDO O atual primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, ordenou ontem que as Forças Armadas do país fiquem de fora da crise política do país, que escolheu na segunda seu novo primeiro-ministro. O Maliki é comandante-em-chefe das Forças Armadas iraquianas e observadores temem que ele possa interferir na nomeação de seu sucessor, Haidar al-Abadi. "As Forças Armadas devem se manter à margem da crise política e continuar com suas tarefas militares e de segurança para defender o país", disse Maliki, que segue à frente dos militares até que Abadi assuma o governo. Abadi, membro da coalizão de Maliki, que venceu as eleições legislativas de abril, foi nomeado pelo presidente Fuad Masum e tem 30 dias para formar um novo governo.