O movimento islâmico radical palestino Hamas negou ontem ter ligações com o comboio de armas bombardeado em janeiro em território sudanês e que supostamente se dirigia à faixa de Gaza. "É irônico vincular esse comboio ao Hamas quando não temos certeza de que tenha sido bombardeado", afirmou Salah al Bardawil, deputado do grupo na faixa de Gaza. A rede americana de TV CBS informou nesta semana que, em janeiro, aviões militares israelenses bombardearam um comboio com armas procedentes do Irã que se dirigia à faixa de Gaza. Segundo as fontes consultadas pela CBS, o armamento entraria em território palestino através do Egito. "Se esse ataque aéreo for verdade, seria um ato político de Israel e dos Estados Unidos destinado a pressionar o Sudão", afirmou Bardawil. Anteontem, o governo do Sudão manifestou suspeitas de que Israel estaria por trás do ataque a seu território. Indiretamente, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, se referiu às notícias sobre o bombardeio, ao dizer na quinta-feira (26) que "bate onde pode para deter o terrorismo, perto e longe". O ataque ao comboio teria matado cidadãos "sudaneses, eritreus e etíopes, e ferido outros", afirma a CBS. IRÃ O Irã confirmou que há alguns dias manteve em Bruxelas sua primeira reunião em 30 anos com representantes da Otan (Organização para o Tratado do Atlântico Norte), informou ontem a imprensa local.