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MUNDO
Quinta-feira, 06 de Janeiro de 2011, 21h:18

AFEGANISTÃO

EUA enviarão 1.400 militares ao Afeganistão

Segundo o anúncio, os marines devem chegar ao Afeganistão nas próximas semanas, ampliando o número de militares americanos no país para a temporada de combates

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, autorizou o envio temporário de mais 1.400 marines para o Afeganistão, meses antes do início previsto para a retirada das tropas de combate internacionais do país. Os marines devem chegar ao Afeganistão nas próximas semanas, ampliando o número de militares americanos no país para a temporada de combates. Os EUA mantêm atualmente 97 mil soldados no Afeganistão, depois de um reforço ordenado pelo presidente Barack Obama de 30 mil homens. Gates "aprovou um reforço de fuzileiros navais para o sul do Afeganistão para aproveitar e consolidar os avanços alcançados e pressionar o inimigo durante o inverno", indicou o coronel David Lapan, porta-voz do Pentágono. Lapan afirmou que os 1.400 militares fazem parte do limite de 10% extra previsto no reforço de 30 mil determinados por Obama, ou seja 3.000 militares, se houvesse necessidade. Obama planeja o início da retirada das tropas em julho. Mas a violência está em seu pior nível no país desde a invasão americana em 2001, com ataques cada vez mais frequentes da insurgência Taleban. O ano passado foi o mais mortal, com um recorde de 711 soldados estrangeiros mortos. Apenas em dezembro, 41 militares morreram. Uma revisão da estratégia de guerra feita a pedido de Obama no mês passado apontou que as tropas dos EUa e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) estão fazendo progressos na batalha contra o terrorismo, mas os insurgentes permanecem um desafio. O relatório indicou ainda que os EUA estão no rumo para a retirada gradual das tropas. NOMEAÇÃO O presidente americano, Barack Obama, nomeou ontem o executivo do banco JP Morgan Chase William Daley para chefe de gabinete, em mais um passo das mudanças que devem ocorrer no governo. O anúncio oficial deve ser feito em coletiva de imprensa às 17h30 (de Brasília). Daley - que vem de uma família tradicional de políticos de Chicago - irá substituir Pete Rouse, que é amigo de longa data de Obama e deve se tornar conselheiro do presidente. A indicação colocará o executivo no centro da política nacional dos EUA, enquanto Obama se adapta à nova situação em Washington, com os republicanos controlando a Câmara dos Representantes. Os opositores trabalham para barrar a reforma de saúde proposta pelo presidente. Obama também sofre pressão para fazer extensos cortes de orçamento. A nomeação de Daley, que já foi secretário do Comércio, ajudará a satisfazer um clamor na comunidade empresarial para maior representação da indústria privada no governo. Anteontem, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, anunciou que irá deixar o cargo. Ele deve se tornar assessor político de Obama e elaborar discursos para o setor privado.

Edição EDIÇÃO 16965




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