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Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

MUNDO
Sábado, 09 de Setembro de 2006, 14h:01

PRISÕES SECRETAS

Chanceler critica posição americana

Segundo a chanceler alemã Angela Merkel, "o uso de tais prisões não é compatível com a minha compreensão da regra da lei"

A chanceler alemã, Angela Merkel, fez ontem uma crítica aos EUA pela manutenção de prisões secretas, dizendo que tais práticas desafiam a regra da lei. "O uso de tais prisões não é compatível com a minha compreensão da regra da lei", disse Merkel. "Mesmo na luta contra o terrorismo (...). temos de encontrar um modo apropriado de lidar com os terroristas sem colocar em risco nossos princípios fundamentais e valores básicos." Segundo a chanceler, embora a luta contra o terror tenha forçado os países ocidentais a lidar com uma ameaça desconhecida até então, o fim não justifica os meios. O presidente dos EUA, George W. Bush, reconheceu na quarta-feira que a CIA (agência de inteligência americana) manteve prisões secretas ao redor do mundo. Bush disse que "foi necessário transferir estes terroristas para um ambiente no qual poderiam ser mantidos em segredo, para serem interrogados por especialistas". Em junho deste ano, a Suprema Corte declarou que as cortes militares especiais criadas para julgar os presos na base de Guantánamo são ilegais. Apesar disso, Bush alega que sua capacidade de comandante-em-chefe durante uma guerra lhe confere a faculdade de estabelecer essas cortes, que funcionaram com regras extraordinárias e que limitam os direitos do acusado. Mas, segundo a máxima instância judicial do país, o presidente americano se excedeu em suas atribuições. 11 DE SETEMBRO Nesta segunda-feira, os ataques terroristas contra o World Trade Center completam cinco anos. A ação, que matou cerca de 3.000 pessoas, foi atribuída à rede Al Qaeda, liderada por Osama bin Laden. Vários ataques foram atribuídos ao grupo desde então - entre eles, o de 7 de julho de 2005 contra o sistema de transportes de Londres, que matou 52 pessoas. Se nas décadas de 70 e 80 grupos separatistas e terroristas agiam em seus próprios países, a partir da década de 80, surge a ideologia da guerra global contra os chamados "infiéis", valores do Ocidente e contra os EUA. A vertente - que ganhou força nos anos 90 - passou a ser representada pela Al Qaeda. Os ataques de 11 de setembro foram considerados o ápice da ideologia da "jihad" global, segundo Ely Karmon, 60, pesquisador-chefe do Instituto de Contraterrorismo de Herzliya, em Israel. A rede ganhou ainda mais força após a eclosão do conflito no Iraque, em 2003, que causou insatisfação entre os países do Oriente Médio e facilitou o recrutamento de novos membros. Em 12 de maio de 2003, um triplo atentado suicida provoca 35 mortes, sendo nove americanos e 12 suicidas, em um conjunto residencial de Riad, na Arábia Saudita. Quatro dias depois, outros cinco ataques quase simultâneos contra restaurantes e hotéis freqüentados por estrangeiros em Casablanca, no Marrocos, matam 45 pessoas. Ambas as ações foram atribuídas a Al Qaeda. Entre os dias 15 e 20 de novembro de 2003, em uma nova ação da rede, quatro atentados com carros-bombas atingem duas sinagogas, o consulado britânico e o banco inglês HSBC em Istambul, na Turquia, deixando 63 mortos.

Edição EDIÇÃO 16959




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