MUNDO
Quinta-feira, 19 de Março de 2009, 21h:34
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PARIS
Cerca 90 mil vão às ruas em protesto contra Sarkozy
Ao menos 85 mil pessoas foram às ruas de Paris, na França, ontem, para protestar contra a política do presidente Nicolas Sarkozy de combate aos efeitos da crise econômico mundial, informou a polícia. Segundo o principal sindicato do país, o CGT, 350 mil pessoas participaram do protesto. PESQUISAS Os protestos, que segundo pesquisas de opinião têm o apoio de 75% do público francês, refletem o clima crescente de desilusão com as promessas de reforma de Sarkozy. A crise fez o número de desempregados passar de 2 milhões e deixou muitas pessoas em dificuldades devido ao alto custo de vida. Transportes, energia e algumas repartições públicas foram afetados com a greve de trabalhadores, embora não tenha havido uma paralisação geral da economia. A maioria das empresas e dos serviços públicos funcionou em níveis próximos dos normais. Mesmo com o número mais conservador da polícia, a mobilização de ontem já é maior que a manifestação convocada anteriormente, no último dia 29 de janeiro, e que reuniu 65 mil manifestantes. Estão planejados ainda outros 200 comícios e passeatas. "Os manifestantes têm um senso profundo de injustiça social, e acho que isso é algo que nem o governo nem os empregadores entenderam", disse Jean-Claude Mailly, presidente do grande sindicado Force Ouvrière (Força Operária). O líder do sindicato CFDT, François Chérèque, afirmou que "há hoje de dois a três milhões de pessoas" nas ruas de toda a França. "A jornada teve êxito, não compreendemos o silêncio completo tanto do patronato quanto do governo", disse. O governo "tem que aceitar negociar com os sindicatos" sobre sua plataforma "que trata de emprego, de poder aquisitivo, de investimentos, de políticas públicas", afirmou nesta quinta-feira Bernard Thibault, secretário-geral da CGT, o maior sindicato francês. Após as manifestações de 29 de janeiro passado, o governo liberou um pacote de 2,6 bilhões de euros para ajudar as famílias em maiores dificuldades, mas o gesto foi considerado insuficiente pelos sindicatos.