MUNDO
Sábado, 12 de Maio de 2007, 13h:15
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ESPANHA
Cai rede de prostituição de brasileiras
Dos 19 detidos, dois foram acusados de crimes contra os direitos dos cidadãos estrangeiros, relativos à prostituição
A Polícia espanhola deteve em Palma de Mallorca, nas ilhas Baleares, no leste do país, 19 pessoas em uma operação que permitiu desarticular uma rede de exploração sexual de mulheres, na maioria de origem brasileira. Em comunicado, a Polícia Nacional informou ontem que a operação aconteceu no clube "Casablanca", na cidade de Palma, que inicialmente parecia ser uma barbearia, mas ficava aberto 24 horas por dia e em alguns meses tinha receita de mais de 66 mil euros, o equivalente a quase R$ 182 mil. As investigações começaram em janeiro, após a denúncia apresentada por duas brasileiras em Barcelona, que disseram ser vítimas de uma rede de prostituição comandada por um homem da mesma nacionalidade que levava mulheres à Espanha para se prostituir em clubes nas Ilhas Baleares. Os agentes comprovaram que no "Casablanca" havia prostituição e exploração de mulheres, na maioria brasileiras, em três turnos de trabalho, cada um controlado por uma encarregada diferente. O local esteve funcionando sob a aparência legal de uma barbearia até o final de 2006, mas, atualmente, sua única atividade era a prostituição. Os agentes policiais estimam que, desde 2005, o clube teria conseguido gerar receita aproximada de 3 milhões de euros (o equivalente a mais de R$ 8 milhões). As mulheres eram captadas no Brasil por um compatriota, que oferecia às vítimas vir à Espanha para se prostituir em troca de 2.200 (quase R$ 6 mil). Esse homem era responsável por obter uma passagem de avião e informava às mulheres sobre o trajeto que deviam fazer - geralmente São Paulo -Madri-Palma de Mallorca -, e a forma de vestir e se comportar para simular sua chegada à Espanha como turistas. As mais de vinte mulheres que trabalhavam no clube ficavam em um quarto comum e, algumas vezes, só descansavam duas horas por dia. Segundo as forças de segurança espanholas, a Polícia Federal brasileira continua a investigação deste caso no Brasil para localizar os responsáveis brasileiros da rede. Dos 19 detidos, dois foram acusados de crimes contra os direitos dos cidadãos estrangeiros, relativos à prostituição e contra os direitos dos trabalhadores. Outros seis detidos são acusados de crimes relativos à prostituição, segundo a Polícia, enquanto onze mulheres, todas de origem brasileira, foram detidas por infração à Lei de Estrangeiros.