MUNDO
Sexta-feira, 15 de Junho de 2007, 20h:06
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SEQÜESTRO
Brasileiro morto no Iraque é enterrado
Vasconcellos, engenheiro da Odebrecht, trabalhava no Iraque na construção de uma usina elétrica pela construtora
Os restos mortais do brasileiro João José de Vasconcellos Júnior, morto no Iraque, foram enterrados na tarde de ontem no cemitério Parque da Saudade, em Juiz de Fora (MG). Além de familiares e amigos, o presidente da construtora Norberto Odebrecht, Marcelo Odebrecht, também esteve na cerimônia. Vasconcellos, engenheiro da Odebrecht, trabalhava no Iraque na construção de uma usina elétrica pela construtora. Ele desapareceu em 19 de janeiro quando radicais islâmicos atacaram o veículo em que viajava perto da cidade de Baiji, a 180 quilômetros de Bagdá. A ação conjunta foi reivindicada pelos grupos Brigadas Mujahidin e Exército de Ansar al Sunna. No dia em que o brasileiro desapareceu, os dois funcionários da Janusian que o acompanhavam, um britânico e um iraquiano, foram mortos por rebeldes. VÍDEO Três dias depois de seu desaparecimento, a rede de TV árabe Al Jazira exibiu um vídeo [sem áudio] em que rebeldes mostravam sua carteira de mergulhador e algumas cédulas de reais, mas em nenhum momento foram divulgadas imagens do engenheiro O corpo do brasileiro João José de Vasconcellos Júnior, morto no Iraque, foi transportado do país até o Kuait por um avião norte-americano. VALA COMUM O corpo do engenheiro João José Vasconcellos Júnior, funcionário da construtora Odebrecht seqüestrado em janeiro de 2005 nas proximidades de Bagdá por dois grupos terroristas, foi encontrado no Iraque em uma vala comum há duas semanas. Vasconcellos morreu em conseqüência dos ferimentos recebidos durante o assalto dos terroristas ao comboio que o conduzia ao aeroporto de Bagdá. Fontes do governo informaram à AE que o local de seu sepultamento partiu de uma denúncia anônima, feita do Iraque, ao Itamaraty. Até então, as autoridades locais acreditavam que, nessa vala, estavam enterradas apenas vítimas de origem árabe. OPERAÇÃO Essa foi a primeira dentre dezenas de pistas seguidas pelo Itamaraty e pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) nos últimos 28 meses, na operação conjunta de busca por provas materiais de vida - alternativa considerada remota desde o princípio - ou da morte do engenheiro.