Annan defende união na ONU; oposição quer a intervenção
Milhares de manifestantes pediram ontem na Síria uma intervenção militar imediata ao mesmo tempo em que o emissário internacional Kofi Annan apelou ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que demonstre união ante o regime de Bashar al Assad. Após as orações mulçumanas tradicionais de sexta-feira, protestos em massa foram realizados nas regiões de Homs (centro) e Alep (norte), apesar da presença repressiva do exército. "O povo quer uma intervenção militar, o armamento do ESL (Exército Livre Sírio) e a queda do regime", exigiam os milhares de manifestantes reunidos em Alep, berço da contestação no sul do país, informou um militante à AFP. OPOSIÇÃO A revolta acaba de entrar em seu segundo ano cada vez mais militarizada. A oposição e alguns países, principalmente do Golfo, pedem o armamento dos desertores reunidos na ASL, enquanto outros desejam uma intervenção militar estrangeira. Por sua vez, o regime, que possui o apoio de parte da população na luta contra o que chama de "gangues terroristas", fez uma demonstração de força na quinta-feira ao mobilizar milhares de manifestantes em apoio a Assad. Ontem, a TV estatal transmitiu imagens de uma multidão reunida em uma importante praça da capital, enquanto tropas do exército bombardeavam a província de Homs e vários bairros da cidade, matando uma pessoa, segundo uma ONG síria.