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Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010, 20h:40

AUDIOVISUAL

Seda emplaca sua quinta edição

Estamos em um período bem especial aqui em Cuiabá. Especial como Grito Rock, como Festival Calango. E a SEDA - Semana do Audiovisual, que assim como os eventos citados, começou em Cuiabá e se alastrou pro Brasil via Circuito Fora do Eixo. Essa é a quinta edição da SEDA Cuiabá. Ney Hugo (Macaco Bong) conta que participou de duas, “a primeira foi em 2007, quando emplacamos um clipe colaborativo do Macaco Bong (o Kayapy de travesti é irresistível, rs), e um documentário metalingüístico retratando a própria Seda.” Quem ministra a oficina da Seda desse ano é a atriz e realizadora Thaís Dahas, de Fortaleza(CE), que se aproximou do Clube de Cinema Fora do Eixo após produzir o clipe Vamodahmaisuma, do Macaco Bong. Ela é membro do grupo Teatro Vitrine, tendo contribuído nos trabalhos do grupo principalmente com atuação e trilha sonora original. Em cinema, realizou alguns vídeos e trabalhou como atriz em filmes que circularam em festivais, nacional e internacionalmente. Graduou-se em Comunicação Social pela Universidade Federal do Ceará (2010/1). É formada, também, pela Escola de Audiovisual de Fortaleza (2009) e pelo Curso de Arte Dramática - CAD (2006), ambos cursos técnicos da UFC. E como faz parte da organicidade da rede, a Seda tem sido uma experiência de construção coletiva e protagonismo dos envolvidos. A idade dos participantes varia entre 12 e 55 anos, com leigos, iniciados e experientes, exatamente como é a proposta da Seda. Um dos jovens mais antigos é o diretor do MISC Ivan Belém, experiente profissional do audiovisual mato-grossense. A troca, segundo Ney Hugo, “tá sendo incrível, quem é mais experiente conta como foi viver a transição do rádio pra TV, conta do sucateamento dos equipamentos, que jamais foram renovados, e que só agora estão havendo políticas públicas pra recuperar o tempo perdido. Quem é novo fica encantado com a possibilidade da produção de bons filmes com poucos recursos, se equiparando qualitativamente às mega-produções “hóliúdianas” sem argumento. Não teve uma só pessoa que não participou, que não fez fala. Tamo djunto e mixturado” completa o Ney Hugo do Macaco Bong. Thaís Dahas deu um breve histórico do cinema, onde talvez o ponto mais importante é que no começo o cinema era uma ciência e não arte. Parte-se da descoberta que as imagens colocadas em seqüência (24 frames por segundo) fazem o cérebro humano entender como movimento. Vale ressaltar também o detalhe que “roteiro não é literatura”. Como diria o roteirista e cineasta Felipe Bragança “a função do roteiro é desaparecer no filme”. Nesse clima, as equipes se dividiram em 3 vídeos: Clipe da banda Maria Albina - João, guitarrista da banda, está participando da oficina, e emplacou o clipe, mantendo a tradição de toda Seda produzir clipe de uma banda da cena. Documentário falso de um ano do Shake Shake Ur Ass - A festa foi criada ano passado, exatamente durante a Seda e foi balada de sucesso em 2010. A linguagem de “documentário falso” englobará o retrato da festa com contextos reais e ficcionais. Documentário sobre direito à moradia - Serão aproveitadas imagens e depoimentos colhidas em Belo Horizonte durante o Festival Transborda, que teve como uma das ações o Aborda, investindo na transversalidade das artes. A programação abordava também uma visita à comunidade Dandara, que há um ano e meio ocupa uma área outrora improdutiva (com 40 anos de IPTU atrasado) e lutam pelo direito de permanecer no local. Também serão colhidos imagens e depoimentos no bairro cuiabano São João Del Rei. (Com Assessoria)

Edição EDIÇÃO 16959




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