Todo o agrupamento a que o homem busca se associar ou tenta organizar, o faz com o fito único e exclusivo de auferir dentro de curto prazo, uma parcela máxima de proveito, e se possível, despendendo o mínimo esforço, pouco importando em alguns casos, que segundos ou terceiros sejam ludibriados, bastando que o ludibrio esteja acobertado por um aspecto legal ou mesmo dúbia honestidade. Tal pratica, exercitada diariamente na vida em comum na sociedade, nos leva a assim proceder invariavelmente em todos os demais atos comezinhos, tornando-se dessa forma, hábito normal até para com os assuntos que digam respeito aos sentimentos. Esse hábito, incrustado e cristalizado por força da prática permanente, embota-nos a mente a um ponto tal, que não nos permite fazer distinção quando abordamos problemas de alto nível moral, e para os quais devíamos manter atitude mais respeitosa. Assim é que, ao entrarmos em associações espiritualistas ou em Colégios Iniciáticos, automaticamente, ocorre-nos o pensamento primeiro: verificar a possibilidade de tirar vantagens materiais deste ou daquele modo. Somente naqueles em cujo íntimo ainda atua a capacidade de distinguir e separar a verdade da mistificação, respeita-o, procurando firmar-se nos reais valores intrínsecos de seu âmago. Outros preferem sufocar os últimos apelos internos do Eu, seguindo caminho diverso, especulando por todos os meios e modos no intuito de conseguir facilidades e benefícios imediatos. Se tivessem presente que, mesmo no trato diário com o mundo atual, é condição indispensável que a cada direito, benefício ou até mesmo prazer, há exigência de uma compensação equivalente, compreenderiam perfeitamente e com mais razão, a Divina Lei Sábia e Justa quando também exige tributo compensativo. Quando comumente dizemos fazer jús a alguma coisa, é porque sabemos de antemão, Ter adquirido o DIREITO DE RECEBER algo em TROCA do que DEMOS. O próprio termo JUS, expressa JUSTIÇA, DIREITO de MERECER, portanto, LEI. Muito menos será admissível pois, que em instituições ou escolas iniciáticas, onde, marcadamente a LEI é o Fiel da Balança da Justiça, o meio EQUILIBRANTE e a meta que almejamos por princípio e que seremos por fim, possa ter ação maleável, amparando uns e postergando outros. Todo indivíduo ou comunidade que assim procede, coloca-se a margem do Direito, entrando consequentemente em desequilíbrio, não podendo logicamente subsistir, impondo-se, portanto, mais cedo ou mais tarde a volta ao equilíbrio, à retificação do errado, por um árduo e estreito caminho de resgate. Os menosprezados, injuriados, vilipendiados e fustigados de toda sorte pelas insanas lutas da vida grosseira e excessivamente materialista do atual mundo em ruínas, buscam sôfregos, o remanso e o cultivo de um ideal sublime e infinito sob todos os aspectos, contidos, cristalinamente na Fonte da Sabedoria Divina (Sabedoria Iniciática das Idades) que, diga-se de passagem, há muitos anos sua propagação vem sendo função precípua da SOCIEDADE BRASILEIRA DE EUBIOSE, bastando, como condição básica inicial para usufruir de imediato a Paz interna, DAR em TROCA, (Lei de compensação) a MENTE e o PENSAMENTO PUROS. Por PURO aqui, entende-se o sentido de não desvirtuar, perverter para fins escusos ou outros que não sejam eminentemente altruístas, o conhecimento obtido, cabendo-lhes o dever de analisá-los e estudá-los, recolhendo o proveito relativo ao esforço despendido de acordo com a capacidade intelectiva e poder assimilativo. Particularmente, no âmbito da verdadeira filosofia, mais conhecida como Teosofia mas em realidade Sabedoria Iniciática das Idades o processo de ensinamento, foge às regras e método usados por todas as escolas mundanas, onde o professorado, ao transmitir a aula, não só desenvolve totalmente o tema escolhido, como impõe o ponto de vista seu, ou do autor, em obediência a um roteiro de diretrizes rígidas preestabelecidas, condições essas em que o discípulo também será examinado. O Mestre ou Instrutor de Ciência das Idades, procede de modo diverso. Expõe, ou melhor, propõe o tema que servirá de base às meditações do discípulo posteriormente, abordando em síntese, os pontos chaves mais importantes, deixando o desenvolvimento a cargo do aluno, recomendando-lhe ainda não aceitar as considerações apresentadas como conclusão única e definida, cabendo-lhe, repetimos, estuda-las e analisá-las. Procede como o Semeador que deposita na Terra a semente, dependendo então do Solo a que foi confiada a exuberância da Colheita . Pelos resultados da frutificação, o próprio Solo se julga e classifica. Analisando esse método de instrução, verificaremos que há um sábio aproveitamento. Vejamos: 1º) Possibilitar dada a flexibilidade da forma ensinada, que as mentes menos evoluídas, intelectualmente, por incapacidade ou outra condição material, tenham igual oportunidade de aprender; 2º) Permitir que cada ser humano, usando o Direito inalienável, se estabelecido pela LEI DIVINA, possa por esforço próprio, obter um patrimônio espiritual de conhecimentos, compatível com o seu grau e evolução e que permita ascender aos sucessivos planos evolucionais; 3º) Facilitar a interpretação do tema, e explorá-lo de conformidade com o ponto de observação do indivíduo ou afim, melhor dizendo, com a afinidade tônica que caracteriza cada ser; 4º) Auxiliar a Personalidade a ser consciente e útil aos seus semelhantes, libertando-a das peias morais ou psíquicas pelas quais possa estar presa ou depender de outrem; 5º) Dar-lhe maturidade mental, senso de autocrítica e compostura ética. Enfim, torná-lo auto-suficiente; em outras palavras, um SER REALMENTE HUMANO. Pelas dificuldades expostas, concluiremos que tais Instituições de caráter Iniciático, possuem enorme responsabilidade e tem a função definida de pugnar pelo estabelecimento de condições, visando a constituição de uma Humanidade onde impere a Fraternidade e o Bem-Estar em todas as condições sociais. Nesse meio, não podem subsistir quantos pretendam apenas RECEBER em nada DAR, como também, os que dando alguma coisa desejam apenas LIVRAR-SE das dificuldades e entraves oriundos da luta cotidiana pela vida. Estes, nada mais demonstram do que egoísmo. Os que aspiram a objetivação Universal de um Ideal sublime e colaboram, lutando por vê-lo realizado, utilizando suas grandes, médias ou parcas possibilidades, sem esperar receber ou mesmo sequer, merecer recompensa, ESSES, são os benvindos a tais associações, e, MUITO RECEBERÃO porque MUITO DERAM, e a LEI os vê e lhes fará JUSTIÇA. Coluna Eubiose: Todas as quarta-feiras. 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