ILUSTRADO
Sábado, 30 de Março de 2013, 13h:00
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ANCINE
Presidente deve ser reconduzido ao cargo
O atual presidente da Ancine (Agência Nacional do Cinema), Manoel Rangel, será reconduzido ao cargo pela ministra da Cultura, Marta Suplicy. A recondução de Rangel, que está no cargo da presidência da agência desde 2005, foi aprovada pela presidente Dilma Roussef, mas ainda tem de ser apreciada pelo Senado Federal. Rangel terminaria seu segundo mandato no dia 20 de maio e já havia sido reconduzido ao posto de presidente da entidade em 2009. Na época, o Senado aprovou sua recondução ao cargo quatro dias antes do término de seu mandato. Segundo o MinC, Rangel é de confiança da ministra, tem apoio de cineastas e acompanha o projeto de reformulação da Ancine. Com a segunda recondução, Rangel pode ficar doze anos à frente da Ancine. Diretores e produtores, como Fernando Meirelles, Hector Babenco e Walter Salles, haviam pedido, em carta à ministra da Cultura, a manutenção de Manoel Rangel no comando da Ancine. Um dos signatários da carta, André Sturm, cineasta e diretor-executivo do Museu da Imagem do Som, disse apoiar a recondução de Manoel Rangel ao cargo porque ele daria continuidade às últimas conquistas da Ancine. Entre elas, ele cita a nova lei que regula a TV paga, em vigor desde setembro do ano passado, que estabelece que emissoras exibam três horas e meia semanais de programas nacionais. Em resposta, a Aspac, a associação de servidores da Ancine, mandou um ofício dirigido à ministra da Cultura repudiando qualquer projeto de uma segunda recondução de diretor da Ancine ou de qualquer outra agência reguladora. O que queremos é manter o princípio democrático de alternância do poder, afirma Solon de Luna Freire da Fonseca, vice-presidente da Aspac. Acho muito estranho uma associação de funcionários querer escolher quem vai comandá-los. Parece um confronto à própria ministra, diz Sturm. Marta já havia declarado publicamente seu interesse em manter Rangel no cargo. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, em fevereiro, afirmou que Rangel não teria que sair do comando da agência e que a situação estava em aberto. Na época, diante à declaração da ministra, a Aspac havia realizado uma assembleia para discutir a possível recondução de Rangel. A Aspac entende que, a se confirmar o terceiro mandato, a Ancine corre o risco de deixar de ser uma Agência Reguladora para se tornar uma Agência de Governo, com os interesses específicos de um governo ou de um partido político se sobrepondo à autonomia política, administrativa e financeira prevista em lei, dizia o relatório aprovado em assembleia da Aspac. Segundo seu vice-presidente, a associação de servidores da Ancine, que ainda não se reuniu para discutir a recondução, estuda pedir apoio no Senado e entrar com uma ação no Ministério Público contrária à continuidade de Rangel no cargo. (Com Folha de São Paulo)