NA HORA
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Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Sábado, 30 de Março de 2013, 13h:00

COLUNA ARTE REAL

PORQUE SOMOS FERRAMENTAS PARA A GRANDE OBRA!

Francisco Feitosa
Especial para o Diário de Cuiabá
Secular e cosmopolita é a nossa Ordem, perdendo-se nos anais dos tempos a sua origem. E, como as demais Escolas de Iniciação, tem suas peculiaridades, que devem ser observadas e refletidas durante a nossa ousada e solitária incursão pelas veredas da iniciação maçônica. Antes de abordá-las em detalhes, permitam-me uma breve definição: a palavra “iniciação” se define como o ato; de iniciar uma ação, de sair do estado de inércia, de iniciar-se nos Mistérios de uma determinada doutrina. Não é por casualidade que chega momento em nossas vidas, em que deparamos com perguntas sobre a origem do homem, o seu destino e quais os objetivos a serem alcançados nesse plano físico. Quando despertamos para esses questionamentos, quando não mais encontramos contentamento na “fé cega”, naquilo em que tentam nos fazer acreditar como verdade, é nesse incômodo momento de busca dessas respostas que, por causalidade, somos levados aos Portais de uma Escola de Iniciação. Ao longo da história da humanidade, um sem número de Ordens de Mistérios surgiu na face da Terra, sempre, com o objetivo de acolher e preparar aqueles que, por mérito cármico, alcançaram, em sua trajetória evolucional, grau de consciência para sorver os seus excelsos ensinamentos. Essas Ordens, e aqui falo das verdadeiras Ordens de Iniciação, estão ligadas à Grande Fraternidade Branca, ao Governo Espiritual do Mundo. Cada uma tem, em sua época, seu campo de atuação, seus objetivos, conforme os desígnios do G\A\D\U\. O postulante à iniciação “baterá às portas”, intuitivamente, da Escola relativa ao seu grau de consciência, pois tudo está “medido, contado e pesado” nos planos da Divindade. Nossa ordem, no aspecto exotérico, tem sua atuação no campo sócio-político. As campanhas filantrópicas, ações emergenciais de ajuda aos flagelados, etc. As Fraternidades Femininas das Lojas e Potências Maçônicas, por exemplo, têm sido o mais fiel retrato disso, mostrando-se atuantes e muito preocupadas com as áreas sociais, direitos humanos e meio ambiente. O trabalho filantrópico é fantástico e muito necessário; alivia a dor, a fome e a sede daqueles nossos irmãozinhos desafortunados. Isso não deixa de ser um resgate cármico do passado. Devemos, também, fiscalizar nossos políticos, nosso papel de cidadão, o que poderemos chamar de Democracia Participativa, atitude, que nos organizará com excelência no exercício da cidadania. No aspecto esotérico, temos como objetivo a transformação do mundo, mas, agora, não mais atuando de fora para dentro, e sim de dentro para fora, pois, para transformá-lo, mister se faz nos transformarmos. E é, justamente, dentro desse aspecto, que gostáramos de, apenas, lembrar, já que não é novidade, o papel importante que o iniciado tem dentro da doutrina que ousa seguir. Palavras de um Mestre a um postulante à iniciação: “Se soubesses as responsabilidades do caminho, talvez, jamais ousarias segui-lo”. O milenar egrégora maçônico, alimentado e manutenido por nossas vibrações mentais, é um poderosíssimo vórtice energético, quando evocado conscientemente em nossas reuniões, atuando através dos nossos centros de força – os chacras - despertando valores latentes e nos condicionando à percepção, cada vez maior, dos nossos Arcanos. Se, apenas, esse singelo parágrafo for, hermeneuticamente, entendido, nem se faz necessário à compreensão do restante do texto. Como dissemos anteriormente, tudo está “medido, contado e pesado”. Em nossos rituais, mais do que instruções relativas ao Grau, ocultam-se verdadeiras “Chaves do Conhecimento Iniciático”, que, se forem bem utilizadas, permitir-nos-ão abrir os nossos “Portais Internos”. Os ensinamentos, ali contidos, oriundos de Grandes Escolas da Antiguidade, têm o nome de “Ciência Iniciática das Idades”, que, através dos tempos, chegam- nos trazidos pelos Avataras Cíclicos, portadores dos conhecimentos futuros, em prol da evolução da espécie humana, adotando, em cada época, um rótulo, como Gnose, Gupta-Vidya, Teosofia, Eubiose, Brahma-Vidya, Caibalion, e tantos outros. Em nossos rituais, também, encontramos símbolos arquetípicos na ornamentação do nosso Templo, esperando-nos para decifrá-los e empregá-los, a exemplo da Esfinge de Tebas: “Decifra-me ou te devoro”. Tal Esfinge somos nós próprios, e a frase de Sócrates poderá ajudar-nos a entender melhor: “Homem, conhece-te a ti mesmo”. As Catedrais da Idade Média são consideradas verdadeiros “Livros de Pedra”; da mesma forma, nossos Templos apresentam-se como um grande livro aberto à nossa percepção, desde que saibamos perscrutar-lhe a Simbologia. Ao iniciado cabe seguir, sempre, em frente. E, assim, a cada passo galgado, abrir-se-á, em sua retaguarda, um abismo, certificando-o de que voltar representará uma queda evolucional. “O Mestre aponta o caminho, o discípulo segue sozinho, até encontrar novamente o Mestre, mas, agora, dentro de si mesmo.” JHS Cabe, também, ter consciência de si mesmo, estudar, colocar esses ensinamentos em prática no Teatro da Vida e repassá-los quando a oportunidade lhe aparecer, buscando atingir a compreensão daquele que, sedento de Luz, pedir- lhe auxílio. Por uma questão de equilíbrio e polaridade, nossa caminhada deve ser exotérica e esotérica, aliviando o carma do passado e adquirindo consciência para o futuro. Uma atuação exotérica, horizontal, no plano material, e outra esotérica, vertical, no plano espiritual. Formando a Cruz, o iniciado se posiciona em seu eixo, como a Rosa na Cruz, o Cristo na Cruz. E aí, por analogia, poderíamos citar Suas palavras: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vai ao Pai senão por Mim”. Jesus Seria esse Caminho, e não outro, o da iniciação? A palavra “Verdade”, poderemos decifrá-la como “a qualidade de Ver”, a capacidade de contemplar e decifrar os Mistérios através dos arquétipos. O iniciado se transforma por esforços próprios. A centelha Divina, que habita em cada um nós e, também, em todas as criaturas, tem que se transformar em Luz. O despertar do Fogo Serpentino de Kundalini irá, gradual e ascendentemente, perpassando nossos canais etéreos, ao longo da nossa coluna vertebral (com suas 33 vértebras, os mesmos 33 Graus do REAA, bem como, a idade do Cristo), acendendo os Sete Candelabros Místicos, hermeneuticamente, citados no livro bíblico do Apocalipse, que nada mais são do que os nossos centros de força, ou chacras, para os orientais, até chegar ao topo da cabeça (coronal), mostrando-se, ao olhar clarividente, uma auréola de Luz dourada, a própria Iluminação. Nós, Iniciados Maçons, fomos, intuitivamente, escolhidos por nossos padrinhos para participarmos da Grande Obra do Eterno na face da Terra. Pautando nossas ações pelos ensinamentos da doutrina maçônica, iremos transformando-nos em verdadeiras “Ferramentas” para que o Grande Construtor as utilize em sua construção, em prol da evolução da humanidade. Para tanto, precisaremos estar aferidos, afiados, ajustados e calibrados, conforme os ditames do Grande Mestre, O Senhor dos Mundos, a fim de que, “exo” e “esotericamente”, possamos executar a parte que nos cabe dentro do plano traçado em sua Sacrossanta Prancheta. Fiquemos por aqui! O presente artigo pode ser encontrado em toda a sua íntegra na Revista Arte Real, uma publicação e comercialização de assinaturas da Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso. www.glemt.org.br – [email protected] e [email protected]

Edição EDIÇÃO 16959




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