ILUSTRADO
Segunda-feira, 27 de Agosto de 2012, 20h:54
A
A
PALESTRA
Performance e Poesia
Natural de Recife, mas radicado em São Paulo, o poeta, performer e professor Lúcio Agra participa de evento nesta terça em Cuiabá
Performance é uma forma de arte que combina elementos da dança, do teatro, das artes visuais e da música. A palavra performance tem suas origens no francês antigo parformance, de parformer- accomplir - (fazer, cumprir, conseguir, concluir) podendo significar ainda levar alguma tarefa ao seu sucesso. Palavra que se origina do latim, formada pelo prefixo latino per mais formáre (formar, dar forma, estabelecer). Em seu significado mais elementar pode significar iniciar, fazer, executar ou desenvolver uma determinada tarefa. Esta palavra introduziu-se recentemente em nossa língua emprestado ao inglês, sendo utilizado frequentemente em português para designar apresentações de dança, canto, teatro, mágica, mímica, malabarismo, se referindo ao seu executante como performer. Na segunda metade do século XX surge um gênero artístico nos Estados Unidos que se chama Performance Arte (Performance Art), com características específicas. Performance e Poesia: Esboço de um plano de contatos é o tema da palestra que acontece hoje (28), às 19h30, no Teatro do Sesc Arsenal. O palestrante é Lúcio Agra, poeta, performer e professor do curso de graduação em Comunicação e Artes da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Natural de Recife (PE), cresceu no Estado do Rio de Janeiro e, há 15 anos, vive e trabalha em São Paulo. Sua produção artístico mescla várias linguagens como a poesia, a performance, a música e as tecnologias. Trabalha com o atravessamento entre os discursos verbais e corporais. A interlocução entre esses meios de expressão será o tema de sua fala voltada para escritores, atores, estudiosos e demais interessados. A entrada é gratuita e as senhas serão entregues a partir das 18h30. Aos interessados, será oferecida uma certificação de três horas para os inscritos na Central de Atendimento do Sesc Arsenal. Sobre a performance, Lúcio Agra explica que ela está no centro do que se produz no contemporâneo, quer se tome este termo no seu sentido mais estrito, de periodização, quer em uma perspectiva mais crítica e investigativa. No primeiro caso, a performance está ao lado do surgimento de várias novas linguagens nos anos 1960 e 1970. Nas artes visuais, emerge conjuntamente com outros gêneros, como a instalação, acumulação, assemblages etc. Ao mesmo tempo, é empregada em teorias e práticas teatrais e na música pop. Do ponto de vista filosófico, pensadores do hoje, como o muito comentado italiano Giorgio Agamben, questionam esta noção de contemporâneo e afirmam que talvez mais atual é aquele que se distancia de seu tempo. Mas, nesse aspecto, a performance, uma das linguagens artísticas que logrou traduzir com êxito certo espírito de invenção das vanguardas para uma época em que estas desapareceram, situa-se como uma forma artística no trânsito entre tempos e espaços. Sobre seu trabalho e suas referências, Agra afirma meu trabalho absorveu muitas referências da obra do artista alemão Kurt Schwitters, ele mesmo também um pioneiro da performance. O uso da palavra, da poesia como texto performático, é uma de suas características com a qual trabalhei diversas vezes. Do convívio com Renato Cohen me vieram as questões relativas à persona (etimologicamente soar através), a máscara, os elementos da autobiografia embaralhados. Também fui muito marcado pela experiência da música (o ato de tocar ao vivo) e pelo rio de fogo que foi a poesia de invenção brasileira. SERVIÇO: O QUE: Palestra Performance e Poesia: Esboço de um plano de contatos QUANDO: 28 de agosto, terça-feira ONDE: Teatro do Sesc Arsenal HORÁRIO: 19h30 QUANTO: Entrada gratuita