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Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Sábado, 26 de Março de 2011, 13h:27

CONCERTO

OSUFMT abre temporada

Neste domingo, às 20 horas, o Teatro da UFMT vai receber grande público para apreciar repertório bastante variado

A Orquestra Sinfônica da UFMT, sob a regência do maestro Fabricio Carvalho, abre a Temporada 2011, neste domingo (27/03), às 20h, no Teatro Universitário. Com participação dos solistas Habel dÿ Anjos, na viola de cocho, e Yllen Almeida, no violino, o concerto marca também um momento especial: a recepção aos novos alunos da instituição. Desde sexta-feira começou a troca de 1 quilo de alimento não-perecível pelo ingresso na bilheteria do teatro, de onde se conclui que os 506 lugares do teatro já estão tomados. O repertório do concerto privilegia a formação sinfônica com a Abertura de “Rosamunda, Princesa do Chipre”, ópera inacabada de Franz Schubert (1797-1828) e a “Sinfonia n. 1” de L. V. Beethoven, Op. 21, primeira das nove sinfonias do compositor. Escrita em Viena entre os anos 1799 e 1800, foi dedicada ao barão Van Swieten, melómano e amigo de Wolfgang Amadeus Mozart. “Czardas”, de Vittorio Monti, é uma obra festiva – em húngaro significa Taberna - e tem como característica principal o virtuosismo do solista ao violino, acompanhado pela intensa sonoridade da orquestra. Yllen Almeida, spalla e regente assistente da OSUFMT, interpreta a obra. Outra obra marcante do repertório é “Sinfonia Pantaneira”, Habel dÿ Anjos, pesquisador, professor do Departamento de Artes do Instituto de Linguagens da UFMT. Sinfonia Pantaneira é uma grande homenagem à cultura local e um dos seus principais ícones, a viola de cocho. Com traços barrocos, a obra se desenvolve em quatro movimentos: Pantanal quem fecit Dominus, Finis Vesperis, Sonoribus et coloribus e Exultantia chorda. A viola é acompanhada pelo naipe de cordas da Sinfônica em um encontro histórico e aguardado por todos. A constituição da OSUFMT é fruto de um projeto visionário dos reitores Gabriel Novis Neves e Benedito Pedro Dorileo. A Orquestra foi pautada pela importância de um conjunto especial de música de qualidade para contribuir na formação de plateia. Com seus concertos em praça pública, onde reuniram até trinta mil pessoas, vários mato-grossenses tiveram seus primeiros contatos com o universo da música erudita ou mesmo da música popular, com arranjos especiais. O cenário musical brasileiro passou em Mato Grosso, nos últimos trinta anos, acompanhados pela Orquestra Sinfônica em concertos memoráveis no Teatro Universitário, Museu do Rio, Teatro do Liceu Cuiabano, Academia Matogrossense de Letras, Teatro do IFET, entre outros. Apresentações em Chapada dos Guimarães com Gilberto Gil, Roupa Nova, Gal Costa, Tetê Espíndola, 14 Bis, Vanguart, Macaco Bong, Linha Dura e Dj Taba, Dj Farinha, entre outros importantes artistas, estabeleceram um diferencial na história da Orquestra possibilitando que cada vez mais a comunidade pudesse ter acesso e garantia de qualidade na sua formação musical. A música regional teve lugar de destaque na história da Orquestra quando Pescuma, Henrique, Claudinho, Pineto, China, Novos Chorões, Filhos da Pauta, Sarau Cuiabano, Erre Som, Strauss, tocaram pela primeira vez com uma orquestra sinfônica, reafirmando assim a qualidade da música mato-grossense nos mais diversos estilos. Responsável pela montagem da primeira ópera completa em Mato Grosso nos tempos modernos - “A Flauta Mágica” de Mozart em 2006 -, a OSUFMT mostra vigor quando une ritmos nunca antes pensados para uma orquestra sinfônica. Música eletrônica e lambadão foram ouvidos pelos instrumentos do grupo em concertos que desafiaram a capacidade musical de todos no palco. Como ferramenta de educação, com o objetivo de formação de platéia e músicos instrumentistas. Quatro Maestros titulares passaram pela história da Orquestra nos últimos trinta anos: Konrad Wimmer, Marcelo Bussiki, Ricardo Rocha e Roberto Vitório. Em 2002, Silbene Perassolo foi a primeira mulher a dirigir a Orquestra, permanecendo toda a temporada. Atualmente está sob a batuta de Fabrício Carvalho, que também é pró reitor de Cultura e Extensão da UFMT. Fabricio Carvalho é mestre em música pela Universidade de Campinas – UNICAMP. Na bagagem, já dirigiu orquestras brasileiras como a Sinfônica da UNICAMP (SP), a SESI Minas (MG) e a Orquestra de Câmara do Conservatório Brasileiro de Música, do Rio de Janeiro (RJ). SOLISTAS Habel dy Anjos é mineiro de Uberaba, especialista em Semiótica, professor e Coordenador de Ensino de Graduação do Curso de Música do Departamento de Artes da UFMT. Renomado pesquisador e divulgador da Viola-de-cocho no Brasil e no exterior. Escritor com três livros publicados é compositor de diversas obras musicais de caráter erudito, sacro e popular. Yllen Almeida é cuiabano, iniciou seus estudos aos seis anos e aos 10 anos ingressa na Orquestra Sinfônica da UFMT. Em 1995 mudou-se para Belo Horizonte a convite do professor Édson Queiroz, da Universidade Federal de Minas Gerais com o qual estudou por onze anos. Participou de diversos festivais. Foi vencedor do Concurso Jovens Solistas da Escola de Música da UFMG e 2º lugar no Concurso Internacional Paulo Bosísio. Em 2001 passou a integrar a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, onde trabalhou com renomados maestros. Atuou como solista das Orquestras Sinfônica da UFMT, Orquestra Ouro Preto, Sinfônica da UFMG, Sinfônica de Minas Gerais, de Câmara do Sesiminas/Musicoop, Câmara de Itaúna e Câmara do Conservatório de Música do Rio de Janeiro. Foi membro da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Foi Spalla da Ópera A Flauta Mágica, em Cuiabá (MT) em 2006, primeira montagem profissional operística realizada no estado de Mato Grosso. Na área popular, foi Spalla da Orquestra que acompanhou o cantor Flávio Venturini em uma turnê por Minas Gerais, e 1º violino do Quarteto de Cordas do Grupo Boca Livre e da Banda 14 Bis participando da gravação de dois CDs.

Edição EDIÇÃO 16961




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