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ILUSTRADO
Sábado, 12 de Fevereiro de 2011, 13h:33

POESIA

O centenário de Elizabeth Bishop

É considerada um das mais importantes poetas do século XX a escrever na língua inglesa, com a capacidade de unir os vários níveis da linguagem para transmitir suas ideias

Em 8 de fevereiro comemorou-se o centenário de nascimento da escritora norte-americana Elizabeth Bishop, que viveu no Brasil por aproximadamente 20 anos, a partir de 1951. Bishop foi considera uma escritora de primeira grandeza. Ela nasceu em Worcester (1911) e faleceu a 6 de outubro de 1979. É considerada um das mais importantes poetas do século XX a escrever na língua inglesa. Segundo Maria Clara Paro, docente de literatura norte-americana do Programa de Pós-graduação em Estudos Literários da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp, campus de Araraquara, Bishop foi uma mestra na composição. Ela sabia unir os vários níveis da linguagem para transmitir suas ideias. Maria Clara explica que Bishop não foi uma escritora de grande produção, sua marca é a qualidade. Além dos poemas, escreveu também prosa. No livro 'Uma Arte", cartas de Elizabeth Bishop, a escritora mostra aos seus interlocutores sua compreensão sobre o Brasil, país onde, segundo a docente da Unesp, ela pode reviver sua infância vivida no Canadá, onde foi criada pelos avós após a morte do pai e da internação da mãe por problemas psiquiátricos. Informações biográficas O pai de Elizabeth, William Thomas Bishop morreu antes de ela nascer. Sua mãe, Gertrude Bulmer Bishop, sofria dos nervos e foi confinada a um asilo mental quando Elizabeth mal tinha cinco anos. A família materna a levou para viver em Great Village na Nova Escócia, Canadá. Sua mãe ficou no asilo até morrer em 1934, mas Elizabeth nunca mais a veria. Guardou de sua vida inicial no Canadá lembranças enternecidas e escreveria sobre sua infância de modo idealizado. Foi mais tarde educada pela família do pai em Worcester e Boston. Viveu nove meses infelizes com os avôs paternos em Boston. Começou a sofrer de asma e de eczema, a primeira de suas numerosas alergias. Viveu na França na década de 1920, graças a sua colega e amante em Vassar, Louise Crane, herdeira da famosa indústria de papel. Estudou em Vassar durante quatro anos. Conheceu a grande poetisa Marianne Moore, 24 anos mais velha, de quem se tornou muito amiga. Seus primeiros poemas, muito influenciados por George Herbert, Gerard Manley Hopkins e Moore, surgiram na revista de Vassar College, que ajudou a fundar com Mary McCarthy, escritora um ano mais velha, Margaret Miller e duas irmãs Clark, e que se intitulava Con Spirito. Influenciada por Moore, abandonou a intenção de se tornar médica e se dedicou à poesia. Sua educação excelente era financiada por dinheiro aplicado pelo pai, que ia entretanto diminuindo com a inflação. (com assessoria e Wikipédia)

Edição EDIÇÃO 16959




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