Confesso que não estava a fim de escrever ?estas maus traçadas linhas? ou ?mal traçadas linhas? como diriam os românticos de antigamente. É, os românticos! Eles ainda existem? Não posso afirmar se existem ou não, mas algumas mulheres reclamam a falta de algumas palavras doces nos seus ouvidos. E outras ainda pedem as trovas de amor com dor , as rimas dos poemas chorosos. Ah! Meu tempo.... E pensar que por alguns meses eu sobrevivi vendendo poesias de amor para colegas enamorados que não tinham a tendência poética. E eles as ofereciam às suas paixão como autores daquelas rimas de amor. Ganhei dinheiro, mas sequer uma mulher caiu nos meus braços. E ao que sei, hoje a poesia não tem mais o valor do impacto profundo do amor. Mas, por falta de alguém para dedicar uma poesia, escrevo para o meu gato ?Nininho? e para o meu cachorro ?Rayo?. E eles me entendem ou fingem que entendem as minhas poesias.... Eu sou do tempo em que ?lá em cima passava boi e boiada, passava, também, a morena dos cabelos cacheados?. E la em cima eu não vejo mais ninguém. As poesias e poemas desceram o morro, virou samba enredo sem nexo literário, muito menos poético??. Pior, as letras musicais. Onde está o romantismo nessas músicas de agora. Que bolero nada. Samba-canção não é uma coisa e nem outra. Tai Lupicinio Rodrigues que não me deixa mentir, mesmo estando lá em cima. Mas, deixa isso prá lá. Em tempo de eleições falar em romantismo é perder voto na certa. É como escreveu o jornalista João Mellão Neto: ?eleições no Brasil , são como divórcios, começam sempre em alto nível; e terminam com todos se descabelando pela posse do açucareiro.? E é ele mesmo quem diz: ?a linguagem dos palanques é o dialeto (pamg), ou seja, prometer, acusar, mentir e gritar.?Lembre-se de que políticos quando correm atrás do voto eles deixam de ser uma pessoa sóbria para se transformarem em ladinos mascates de ilusões. Alguém já disse isso. Mas, volto a confessar que não estava a fim de escrever esta mistura literária. Estou com saudade do ?eu? poeta. Daquele ?eu? que ?via nos olhos da mulher a estrela que fugiu do céu.? E mais, ?tentei atravessar o coração dela com alguns abraços, mas afoguei nos beijos da paixão. Da paixão que mata.? Que babaca que eu sou! No dia de hoje, em tempo de modernidade, o povo julga o homem pelo que ele tem, não pelo que ele é. Tai o Maksuês que não me deixa mentir. Não só Maksuês. O deputado estadual Sérgio Ricardo, também. Aliás, o Sérginho está me devendo uma resposta sobre uma publicação a respeito da história da Assembléia Legislativa. Sumiu com o meu trabalho. Mas, é assim mesmio. Muita ocupação. Agora, confesso que não estava a fim de escrever o que escrevi.... *Jê Fernandes é jornalista, radialista, poeta, cronista, conversador fiado nas horas vagas e, o que mais? Ah! Doméstico e colabora com o DC Ilustrado (
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