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Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Sábado, 17 de Setembro de 2011, 12h:20

MUSEUS

Mais atenção!

Martha Baptista
Da Redação
A quinta edição da Primavera dos Museus é também uma oportunidade para que a sociedade reflita sobre a situação dessas instituições. Todo mundo - inclusive as autoridades - adora dizer que é preciso conhecer e respeitar o passado para se compreender o presente e garantir um futuro melhor, mas quando se fala em investimentos em museus a prática é um pouco diferente. Um passeio pelos principais museus de Cuiabá deixa claro que a maioria deles está numa situação bem distante do que seria ideal numa capital que “se prepara” para ser subsede da Copa do Mundo e deve receber turistas de outros estados e países. Quase todas as instituições padecem de problemas de insegurança (como toda a cidade, diga-se de passagem), algumas têm sérios problemas estruturais, sem falar na falta de uma melhor apresentação do acervo. Embora enfrente muitas dificuldades, a coordenadora do Museu da Pré-História Casa Dom Aquino, Suzana Hirooka, acredita que houve avanço na forma como os museus são encarados em Mato Grosso nos últimos anos, a partir da criação, dentro do Ministério da Cultura, de um órgão exclusivamente voltado para eles: o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). A partir daí, o Estado de Mato Grosso foi um dos pioneiros na adoção do sistema de gestão compartilhada, que inclui o Museu da Pré-História. Os recursos – R$ 270 mil anuais, mais uma contrapartida do Instituto ECOOS, de R$ 100 mil – são insuficientes. Segundo Suzana, um museu do interior de Santa Catarina recebe um orçamento de R$ 2 milhões anuais! “É preciso ter paixão pela causa para superar as dificuldades”, diz a coordenadora, que tem um projeto pronto para modernização do Museu da Pré-História e está buscando recursos para sua execução. Suzana acredita na capacidade da instituição de gerar conhecimento e manter uma relação mais próxima com a comunidade. “Representantes da Agecopa tem falado sobre a construção de novos museus. Acho que a saída não é criar novos elefantes brancos e sim investir nos museus que já existem”, argumenta. A coordenadora do Sistema Estadual de Museus da SEC-MT, Maria Antúlia Leventi, outra apaixonada pela causa, também defende mais recursos para o setor. “Muita gente não consegue enxergar o que está dentro do museu. Os acervos respiram, precisam de iluminação, climatização e higienização adequada. Precisam estar preparados para servirem como material de pesquisa. Muitos museus não estão preparados para receber os visitantes, inclusive no que diz respeito á acessibilidade”, desabafa a coordenadora, que defende um olhar mais atento dos políticos e gestores para os museus mato-grossenses. Ela concorda que o sistema de gestão compartilhada representou um avanço e diz que os valores repassados pelo governo estadual às organizações do terceiro setor serão mais expressivos a partir do próximo ano. Maria Antúlia defende a necessidade de mais capacitação do pessoal que trabalha no setor e, nesse sentido, estruturou uma proposta em conjunto com a professora Jocenaide Maria Rossetto Silva da UFMT – campus Rondonópolis, de olho na preparação do setor para a Copa do Mundo de 2014.

Edição EDIÇÃO 16959




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