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Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Sábado, 26 de Julho de 2008, 13h:14

LITERATURA

Livro compila entrevistas da Rolling Stones

Desde 1967, as entrevistas da Rolling Stone têm sido a parte central da revista americana mais importante de sua geração. É a impressão da significância cultural, o lugar onde nossos maiores astros do rock, estrelas de cinema e ícones revelam suas verdadeiras faces como em nenhum outro lugar. Pete Townshend, Truman Capote, George Lucas, Jack Nicholson, Axl Rose, Kurt Cobain, Bono, e muitos outros revelam os segredos por trás de sua arte e sua vida nas páginas da Rolling Stone. E agora, pela primeira vez, quarenta das melhores entrevistas da história da revista foram selecionadas em um único volume, que a editora Larousse do Brasil está lançando, com 450 páginas. Aqui John Lennon revela a dor devastadora por trás da ruptura com os Beatles; Mick Jagger fala sobre a gênese das grandes canções dos Rolling Stones; Jack Nicholson discute o momento em que descobriu sua verdadeira mãe; Francis Ford Coppola fala sobre ter sucumbido à loucura de Apocalypse Now; Bill Clinton comenta francamente os altos e baixos de sua presidência; Bono explica a difícil relação com o pai. Essas entrevistas, completas e sem cortes, capturam todo o espírito: o ego e os frenesis criativos, a melancolia e o êxtase, os fracassos trágicos e os sucessos triunfantes. Como resultado, As Entrevistas da Rolling Stone são mais do que coletâneas, são uma história cultural, um retrato das figuras definitivas de nossa época e da própria época. Trechos ‘E se eu tivesse dito isso quando era um rapazote? Se eu tivesse dito para mim mesmo: “Um dia desses, você vai passar sem nem mesmo pensar que seu nariz é o maior do mundo, cara” – sabe, eu teria provavelmente rido à beça. Era gigante. Na época, foi o motivo porque fiz tudo. Foi o motivo porque toquei guitarra – por causa do meu nariz. A razão pela qual escrevi músicas foi por causa do meu nariz.’ (PETE TOWNSHEND) ‘Costumava adorar olhar o sol. É ruim para os meus olhos, mas eu gosto. Costumava adorar olhar a lua à noite. Eu saía para o quintal e ficava observando-a. Aquilo me fascinava pra caramba. E outra coisa que me fascinava muito, mas assustava a maioria das pessoas, era a luz. Quando eu era moleque, achava muito bonito. Qualquer coisa brilhante, qualquer brilho. Eu, provavelmente, devo ter sido um piromaníaco, ou qualquer coisa assim. E havia as cores. Eu era louco pelo vermelho. Sempre achei uma cor linda. Eu me lembro das cores básicas. Não sei nada a respeito de licores coloridos – não sei que diabo é isso.’ (RAY CHARLES) ‘Oh, sim. John Lennon era definitivamente meu Beatle favorito. Não sei quem escreveu quais partes das canções, mas Paul McCartney me deixa constrangido. Lennon obviamente era perturbado (risos). E eu me identificava com isso.’ (KURT COBAIN) ‘Algumas vezes eu conseguia empregos abrindo shows para outras bandas. O The New York Dolls tocava com três ou quatro bandas que você nunca tinha ouvido falar, e eu tinha que abrir a noite inteira. Ninguém queria me ver. Eu não tinha microfone. Eu apenas gritava minha poesia. E os caras falavam: “Vá arrumar um emprego! Vá lavar panelas!”.’ (PATTI SMITH) ‘Mick precisa impor as coisas. Quer controlar. Para mim, a vida é como um animal selvagem. Você espera conseguir lidar com ela, quando ela pula em cima de você. Essa é a grande diferença entre nós dois. Ele simplesmente não consegue ir dormir sem escrever o que precisa fazer quando acordar. Eu só espero conseguir acordar, e não é nenhum desastre.’ (KEITH RICHARDS) ‘Paul disse: “O que você quer dizer?”. Eu falei: “Quero dizer que o grupo acabou. Estou saindo.”... Assim, como quando você diz “divórcio”, e te olham com aquela cara. É como se ele soubesse que já era o final.’ (JOHN LENNON)

Edição EDIÇÃO 16959




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