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ILUSTRADO
Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009, 07h:45

CULTURA POPULAR

Festival de Cururu Siriri começa hoje

A partir de hoje, até domingo a Praça Cururu e Siriri no bairro do Porto vai ser palco de intensa agitação, com programação extensa e variada

Nesta sexta feira, o cururu e o siriri protagonizam o maior espetáculo da cultura popular de Mato Grosso. É o Festival Cururu Siriri de Cuiabá que alcança sua oitava edição e se consagra como o maior projeto de revitalização do patrimônio imaterial do governo municipal. Durante três dias, com programação iniciada a partir das 19, na sexta e no sábado, e às 18h, no domingo, o público vai conferir a desenvoltura de três grandes grupos de cururueiros, 18 grupos de siriri categoria adulto, quatro categoria infantil e participações especiais dos Quilombolas, de Nossa Senhora do Livramento, e o Melhor Idade da Varginha, de Santo Antonio do Leverger. Vale destacar que a entrada é gratuita. Vindos de 13 localidades do Estado, os grupos fazem do Festival um espetáculo de cores e movimentos, em que o folclore ganha a cena. “É o resultado de um processo de trabalho iniciado em maio, a partir de seminário preparatório. Após os debates e palestras, ocorreram etapas territoriais do Festival nas cidades de Nova Mutum, Nossa Senhora do Livramento, Chapada dos Guimarães e Santo Antonio do Leverger”, informou o secretário da Cultura de Cuiabá, Mario Olimpio, acrescentando que estas etapas são denominadas Território Cururu Siriri. O objetivo foi descentralizar e propiciar aos grupos a vivência de se realizar um festival, para que prossigam com seu trabalho buscando auto-sustentabilidade. O 8º Festival Cururu Siriri tem espaço próprio, uma praça de 6.400m² com capacidade para receber 20 mil pessoas diariamente, situada no bairro do Porto. O evento abriga o 4º Festival Gastronômico e a 4ª Feira de Artesanato, coordenados pelo Sebrae-MT. Nove empresas: Cone Pizza, Regionalíssimo, Confrade, Rosana Pavão Comidas Típicas, Buffet Norma Rodrigues, Sabor do Amor, Divina Gula, Iamaguchi e Pedro Pastéis oferecem seus saborosos quitutes. No cardápio, pratos das cozinhas brasileira, internacional e típica, como maria isabel, farofa de banana, espetinhos de frutas banhadas em chocolate, doces, risoto de carne de sol. Tem novidades, como o crepe de banana com paçoca de pilão. Já a 4ª Feira de Artesanato traz a diversidade de 20 núcleos de artesãos, de várias localidades do Estado. O evento contará também com o Telecentro da Casa Brasil, possibilitando a população o acesso a internet. Programação - Festa do folclore mato-grossense, a dança Chorado, de Vila Bela da Santíssima Trindade faz participação na abertura do Festival Cururu Siriri. Às 19h, a arte do Siminina, uma ação desenvolvida pela Prefeitura de Cuiabá, inaugura a programação. Em seguida, entra em cena o Chorado, dança da região de Vila Bela da Santíssima Trindade, surgiu no período colonial, quando escravos fugitivos e transgressores eram aprisionados e castigados pelos Senhores e suas esposas, mães e filhas solicitavam o perdão dançando o Chorado. Com o passar do tempo a dança foi introduzida nos últimos dias da Festa de São Benedito, pela mulheres que trabalhavam na cozinha. Na cabeça, elas equilibram garrafas, cantam e dançam. Às 19h30, é a vez do Cururu de Santo Antonio do Leverger, Barão de Melgaço, Nova Mutum e Rosário Oeste. Os mestres cururueiros são unânimes em afirmar que em sua memória mais remota lá estava o cururu, o dedilhado da viola-de-cocho. Pais e avós que se sentavam nos quintais, sob o céu estrelado e ali compunham toadas. Nos versos, os cururueiros falam de tudo, do nosso cotidiano, da natureza, de política, de amor. O cururu é uma música e dança executada por dos ou mais cururueiros, que cantam, dançando ou não, em dupla, em desafio à outra dupla, ou com mais parceiros, uma música de poucas notas, repetitiva, acompanhada pelo ritmo marcado pelas violas-de-cocho e ganzá, trovos, carreiras e toadas sobre religião. A dança consiste em fechar um círculo de dançarinos em fila única, no sentido do braço das violas. Nas horas mais animadas das festas, “há cururueiros que sapateiam fortemente, gingando de forma diferente, dando meias-voltas e ouse ajoelhando, sem jamais perder a marcação”, escreveu Roberto Loureiro, em seu livro Cultura Mato-grossense: festas de Santos e outras tradições, da Editora Entrelinhas, publicado em 2006. Na seqüência, a alegria do Grupo Infantil Raizinha, do Parque Ohara – Cuiabá, que traz entre suas figuras lendárias, o boi à serra, ema, bola da Copa, anjo e borboleta. Às 20h15, começa a apresentação dos grupos de siriri categoria adulto: Renovação de Varginha, de Santo Antonio do Leverger; às 20h45, Sereno da Madrugada, de Nossa Senhora do Livramento; às 21h15, Vitória Régia do Pantanal, de Santo Antonio do Leverger. Às 21h45, o Cururueiros de Santo Antonio do Leverger, Barão de Melgaço, Nova Mutum e Rosário Oeste. Em seguida, às 22h, Os Pássaros Tangará, de Tangará da Serra; às 22h30 tem Pôr-do-Sol do Pantanal, Barão de Melgaço; às 23h, Flor de Laranjeira, de Santo Antonio do Leverger. O Festival Cururu Siriri é um projeto da Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria da Cultura, em parceria com a Federação Mato-grossense das Associações e Grupos de Cururu e Siriri, com apoio do Banco Real, Governo de Grosso, Sebrae-MT, O Boticário, Abrafin, Espaço Cubo, Casa Brasil, Assembléia Legislativa, TVCA, Unimed e Prounim. (com assessoria)

Edição EDIÇÃO 16959




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