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ILUSTRADO
Segunda-feira, 03 de Agosto de 2009, 20h:58

SEGMENTOS

Estratégia para definir rumos

A classe artística entra em cena para mudar os rumos que vêm tomando a Cultura em Mato Grosso. Ensaio disto é que desde o último mês ocorrem reuniões visando o fortalecimento de todos os segmentos no tocante a mudança da legislação que rege o Programa Estadual de Cultura e os editais, estadual e municipal da capital. Na última reunião do Fórum Permanente de Cultura (31/07) representantes dos segmentos de Teatro, Música, Audiovisual e Arte Popular começaram a colocar os holofotes sobre quais são os problemas de cada setor para que haja mudanças, ainda que paliativas, a partir deste ano. Para isso será criada uma “Força-Tarefa” de representantes de todas as classes para agirem dando suporte aos Conselheiros Estaduais e Municipais de Cultura. As ações da FT começam nesta semana. Vão acontecer reuniões entre os segmentos e o Conselho Estadual de Cultura para a definição dos novos editais. Ontem (03/08), reuniram-se representantes das Artes Cênicas, no Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (Misc). Hoje (04/08), é a vez da reunião segmental dos produtores do Audiovisual, que será às 9h, no Instituto Cultural América (Inca). Dia 5 é a vez e voz dos músicos, que estarão reunidos às 19h, no Misc. O setor de Patrimônio Histórico e Produção Cultural tem reunião dia 6, no Museu de Arte Sacra, às 19h. O segmento de Artes Visuais marcou encontro dia 5, no Clube Feminino, 19h. Demais segmentos ainda estão em fase de marcar hora e local. Ficou definido também na sexta-feira (31) que ocorra uma reunião com a Baixada Cuiabana. Assim, o Conselho lançou um calendário de reuniões com todos os pólos, para debater o Sistema Estadual de Cultura. A Reunião da Baixada já tem encontro marcado para o dia 15 de agosto, e, em breve haverá confirmação do local. Conforme alguns participantes da reunião do Fórum, urge que um movimento cultural de fortalecimento aconteça em Mato Grosso. Para se ter uma ideia o Estado é o penúltimo em produção cultural no Brasil, só ficando à frente de Rondônia, que tem uma verba baixíssima. Pablo Capilé, do Espaço Cubo, explicou que a classe cultural tem que ser mexer agora porque senão vai ficar cada vez mais atrás. “Não sou contra os editais, isso é uma forma do gestor organizar a demanda. Sou contra o edital ser amarrado com tantas solicitações de documentos, deveria ser básico e, após este ser aprovado, entrega-se o que falta”, disse o presidente do Inca, Luiz Borges. A vice-presidente do Inca, Cybelle Bussiki, lembrou que o Ministério da Cultura, há o interesse em que haja uma pluralidade e qualidade de projetos. Assim, cada passo é analisado e o que estiver errado é comunicado ao proponente a tempo para ser corrigido. Isso é respeito pelo artista. Capilé também lembrou a todos que outra coisa que o segmentos culturais devem ficar atentos, e a mídia também, é para a votação da PEC 150, que pode transformar a verba atual de R$ 6 milhões para a Cultura em R$ 150 milhões. Também unir esforços para discutir o Sistema Nacional de Cultura que vem sendo discutido em todo o país e até agora nem chegou perto dos mato-grossenses. Deliberações Em suma os próximos passos dos artistas serão os seguintes: fortalecer o Conselho para que esta entidade seja um vetor da articulação da classe junto a deputados e governo; discutir os mecanismos que proporcionam o fazer cultural; realizar reuniões segmentais e; movimentar para a realização da Conferência Estadual de Cultura preparatória para a Conferência Nacional. Uma carta também será protocolada no Conselho Estadual de Cultura lembrando que não há um Sistema Estadual de Cultura em Mato Grosso para que a entidade tenha subsídios práticos para agir. Cada reunião segmental tirará um representante que, junto com os Conselheiros, vai conversar com o secretário de Estado de Comunicação, Eumar Novack e conseguir força para a mudança da lei. Há também a ideia de propor que o Fórum Permanente de Cultura possa ser uma entidade proponente no edital de 2010 para que consiga recursos para bancar uma estrutura aos proponentes como consultoria jurídica e assessoria de imprensa. (com assessoria)

Edição EDIÇÃO 16959




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