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Segunda-feira, 25 de Março de 2013, 20h:42

PESQUISA

Download ilegal e consumo legal

Levantamento feito pelo centro de pesquisa da União Europeia aponta que o download ilegal de música não afeta o consumo legal de música digital. A informação é do caderno Link do jornal O Estado de S. Paulo. O estudo avaliou o comportamento de 16 mil usuários da web em relação a suas visitas a sites legais e ilegais de consumo de música e constatou que “a vasta maioria das músicas consumidas ilegalmente não seriam legalmente compradas se sites de download ilegal não estivessem acessíveis a eles”. Para eles, downloads ilegais “têm pequeno ou nenhum efeito sobre vendas digitais legais”. De acordo com dados da Associação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, na sigla em inglês), as receitas do formato digital cresceram mais de 100% entre 2004 e 2010 e outros 8% em 2011, gerando uma movimentação de US$ 5,2 bilhões. Os pesquisadores, no entanto, afirmam que os resultados obtidos “não contradizem” pesquisas anteriores que “encontraram quantidades significativas” de mudanças nos padrões de vendas de música física legal pelo aumento de downloads digitais ilegais. Foi ressaltada a importância das receitas oriundas do mercado físico para a indústria fonográfica como um todo e disse que se a pirataria começar a afetar as vendas em excesso, isso afetaria negativamente toda a indústria. A conclusão do estudo é de que os novos canais de consumo na internet, como o streaming, afetam positivamente as vendas de música digital legal. IFPI REBATE “A IFPI acredita que o estudo é falho e enganoso. Os resultados se mostram desconectados da realidade comercial e são baseados em uma visão limitada do mercado, e são contrariados por um grande volume de pesquisas alternativas que confirmam o impacto negativo da pirataria no mundo da música legítimo. Se um grande número de usuários que fazem download ilegal não compra nenhuma música (e ainda assim consome, em muitos casos, quantidades enormes dela), não é lógico pensar que o comportamento ilegal estimule as vendas legal e não inflijam nenhum mal”, segundo comunicado oficial da IFPI.

Edição EDIÇÃO 16959




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