Por falta de assunto no meio político, a imprensa, de um modo geral, não deixa de lado a sucessão governamental de 2010. As perguntas dos repórteres são repetitivas e as respostas dos políticos, alguns tidos como possíveis candidatos, não diferenciam do último pronunciamento. Não sou eu quem está dizendo isso, mas não diferencia muito da minha idéia a respeito. E em assim sendo, concordo com seu Juca do Poção. E é ele próprio quem diz: esse pessoal fala de mais e, são ótimos em prever o futuro deles. Eles esquecem que viajam de avião quase todos os dias e os aviãos estão ai, caindo sempre. Seo Juca, eu prefiro não andar com esse assunto por esse caminho! Tampouco, não se faz crônica com previsão, mas com sonhos e lembranças que se misturam com a realidade do momento. Não sei se entendeu? Mas, eu imagino que ainda há troncos, galhos, gravetos e muita água suja e limpa para passar por debaixo da ponte. E eu estou falando dessa água e desses troncos que rodam pelo riacho político. E em assim sendo, eu não vejo, agora, uma imagem bem definida e bem caracterizada como homem público, com charme de governador. É claro que muitos vão usar todos os tipos de maquiagens para aparecer bem diante do público eleitor. Não sei se até lá aparecerá uma nova imagem que sobressaia diante dos que estão ai. Quem sabe, um novo líder popular. Mas, líder popular não se faz do dia pra noite e, tampouco, é forjado nos laboratórios de algumas agências de marketing. Embora o marketing político esteja em moda. Esse é um assunto para depois de amanhã... Hoje, na verdade, o que eu gostaria de dizer é sobre o amor violento. Não é bem isso. O amor violento não existe. Eu não acredito no amor que mata, que suicida, que faz mal ao amado e, nem a si próprio. Tenho sempre dito que quem ama divide a sua felicidade com a amada, com o amado. Sem egoísmo, sem o dom da propriedade. É fácil amar! É fácil ser feliz! Basta você querer. Basta olhar ao seu semelhante com o mesmo sonho, com o mesmo desejo e a mesma esperança que você tem da vida e, sem sentimento da concorrência. Claro, nem todos estão preparados para isso, mas não é difícil chegar a esse ponto. Basta sonhar, mas não se deixar perder nos sonhos. Lembrar que a realidade nos mostra até onde podemos ir. Essa é a sabedoria. E todos somos sábios, mas alguns não acreditam nisso. Acham que são burros mesmo! E aí, o que está por se fazer...? *Jê Fernandes é jornalista, radialista, poeta, contador de histórias, conversador fiado e colabora com o DC Ilustrado. E-mail:
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