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Cuiabá MT, Quinta-feira, 18 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Sábado, 14 de Março de 2009, 13h:35

RESENHA

Aporte da Orquestra Musicoop na cena musical

Esse grupo de Minas surgiu pela mentalidade política dos dirigentes da FIEMG, federação das indústrias daquele estado

Ney Arruda
Especial para o Diário de Cuiabá
O que é preciso para realizar uma gravação em CD de nível apreciável? Na esfera erudita principalmente é necessária muita disciplina para estudar e preparar as peças. Antes disso a seleção do repertório é algo muito importante. O preparo das obras e sua afinação perfeita deve ser algo minucioso. O dedilhado das passagens mais complexas merece anotação na partitura. O estudo das peças implica em estruturar bem as frases musicais. Os ensaios são laboriosos. Não se pode esmorecer ante as dificuldades momentâneas. O equipamento de registro no estúdio, de preferência, precisa ser de última geração digital. O cuidado com os instrumentos que serão utilizados implica, por exemplo, no uso de encordoamentos novos. Para a família do violino, corda de 04 meses não afina mais direito, pois é considerada corda velha. Os bons profissionais sabem disso. Essas são algumas das lições que estão nos bastidores do CD: “Sortilégios da Lua”, realizado pela Orquestra de Câmara Musicoop. Esse grupo de Minas Gerais surgiu pela mentalidade política dos dirigentes da FIEMG, federação das indústrias daquele estado. Trata-se de um exemplo muito significante para as entidades similares de Mato Grosso. Vez que a referida Orquestra Musicoop atua levando a boa música para os operários (leia-se industriários) filiados ao sistema SESI – Serviço Social da Indústria de lá. O CD mencionado obteve a atenta direção do regente Marco Drumond. Em três quartos de hora estão registrados representativos compositores nacionais. Ernani Aguiar encabeça a fila que vem com Osvaldo Lacerda, Ernest Mahle e Oilian Lanna. Além desse registro fonográfico tem-se também o CD: “Alma Brasileira”, onde a orquestra mineira massageia os ouvidos de seus fãs. De que forma? Com páginas imortais da musicografia do Brasil. Sem dúvida, é um retrato fiel de nossa cultura musical. Vez que Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Pixinguinha, Carlos Gomes e Guerra Peixe são alguns dos compositores interpretados. Nessa orquestra trabalha um notável violinista cuiabano de tradicional família mato-grossense. Yllen Almeida, brilhante líder dos segundos violinos saiu em tenra idade de Cuiabá para estudar violino com o mestre mineiro Edson Queiroz em Belo Horizonte. E desde então segue carreira naquela cidade. Enquanto a temporada das orquestras de MT não tem início, este é um “aperitivo” musical para os admiradores do gênero. SERVIÇO: O QUE É? CDs: “Sortilégios da Lua” & “Alma Brasileira” AUTOR: Orquestra de Câmara MUSICOOP ONDE COMPRAR: http://www.amusicaquevemdeminas.com.br *Ney Arruda é professor universitário, doutorando pela Universidad de Burgos (Espanha), advogado, violinista cuiabano e colabora com o DC Ilustrado ([email protected])

Edição EDIÇÃO 16965




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