Em algum canto escuro da vida o homem é desconectado de sua essência. A tal doença humana leva o indivíduo a vagar sem eira e nem beira a margem da disciplina. Sinônimos de pessoas no atacado: criativas e talentosas. Totalmente integrados a sociedade básica de consumo avançado. Sem dúvida, somos o certo nesse mundo objeto. Quase fora do contexto. Porém com reticências a vista. Apenas suspeito. Desde a marca que se usa até o carro que dirige. A griffe tem tudo a ver e nada mais. Faz parte do básico. O resto é parte do vigor físico não compatível com a estrutura óssea. Resta pouco a comentar a respeito disso. O nada é um absurdo concreto e possível de conserto. O poder aquisitivo é a maior tentação depois do próprio demônio em vida. Inquilino número um do sonho de consumo de qualquer malandro agulha. Em algum lugar do passado o homem se torna mordomo do mundo: Cuida de alguém ou não sei de quem. Essa é a explicação mais esdrúxula que já ouvi. Porém, faz parte do processo. Como todo bom zelador é prevaricador. Atenta para a suprema bondade. Começa a abusar da arte de puxar a brasa para a própria sardinha. Um erro ligeiramente grosseiro. Isso pode! Vai além da simples tentação mecânica. É preciso um monólogo confuso para diagnosticar o resto. Geralmente essas coisas são um mal necessário. Por isso todo mundo é cuidadoso. Quando a coisa realmente acontece todo mundo fica pisando em ovos para não arranhar a reputação do companheiro. Isso é democracia. Todo mundo possui o direito de errar só não pode ser linchado. Infelizmente somos o mordomo e não o juiz. E todo mordomo é suspeito; até que se prove ao contrário. A carga tributária aumenta e a galera discute o óbvio. Tudo isso acontecendo e nós aqui: salvando a Amazônia com galhinhos de arruda e as rezas envenenadas da velha Totonha. Que tudo dê certo para sempre amém! Aleluia... *Luís Gonçalves é publicitário, escritor e colabora com o DC Ilustrado (
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