ILUSTRADO
Sexta-feira, 23 de Maio de 2008, 21h:00
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FESTIVAL
18 títulos em cartaz
Entre vídeos, curtas e longas-metragens, mais uma parcela da expressão do audiovisual brasileiro e regional em exibição hoje no Pantanal Shopping
Cláudio de Oliveira
Da Reportagem
O 15º Festival de Cinema começa mais cedo neste sábado. Além da cotidiana discussão sobre os filmes da noite anterior mediado por nosso editor às 10 da manhã, no Paiaguás. As exibições começam às 14 horas. O primeiro filme é do homenageado Reynaldo Paes de Barros, Pantanal de Sangue é de 1971. Na trama do primeiro filme rodado no pantanal, o pequeno fazendeiro José Tavares (Francisco Di Franco) peita o latifundiário Chico Ribeiro (Milton Ribeiro). Uma das melhores cenas é o abate de um boi com porradas na cabeça, um costume diário, segundo Reynaldo. Na seqüência os vídeos do Mato com duração de no máximo 25 minutos, na sua maioria têm até dez: Conceito, de Thiago Dezan; Web TV Semana do Audiovisual, produção coletiva; Conseqüências, Ronaldo Adriano e Os Batutas, de Fábio Neves compõem o primeiro bloco. O segundo bloco têm El Retorno a Las Missiones, de André Galvan; Parei de Fumar, de Marcelo Cabral; Esquadrão Pelicano, de Rodrigo Coutinho e Rádio Comunitária CPA FM de Felipe Malvezzi. A partir das 18 horas começam as exibições da mostra competitiva. A primeira é de vídeo, Pioneiros de Viviane Spinelli e Dulce Bressane. O vídeo é um documentário que conta a história de um império seringalista que dominou o sertão de MT há mais de sessenta anos. Com uma proposta poética o curta metragem de Bruno Carneiro Esboço para Fotografia sugere o que aconteceria se eu ficasse velho tão rápido que não percebesse o que estava acontecendo. Então, o primeiro longa da competitiva de hoje que é Deserto Feliz de Paulo Caldas. Com uma temática pesada, prostituição infantil e tráfico de animais, o longa conquistou o prêmio de Melhor Direção no Festival Internacional de Cinema de Guadalajara, em 2007. No Brasil recebeu duras críticas da revista Cinética e do Luiz Carlos Merten do Estadão. A segunda sessão da noite começa às 21 horas. Como é de praxe primeiro são apresentados os vídeos da competitiva começando com os videoclipes Bom Sucesso e Anhangá de Weslei Oliveira e Danilo Sossai respectivamente. Depois é a vez do Catadores de Sementes da diretora Aliana Camargo, uma guerreira do audiovisual do Mato. Em seguida a mostra competitiva de curta com Café com Leite de Daniel Ribeiro que tem uma temática homossexual e já circulou por Miami, Recife, Maringá e Brasília onde foi ovacionado calorosamente pelo público. Talvez o melhor resultado até agora tenha sido em Berlim onde ganhou o prêmio do público no 23º Torino GLBT Film. No curta a sexualidade cede espaço para o cotidiano avassalador de dois irmãos que se desconhecem. Para fechar com chave de ouro nada melhor do que Glauber Rocha como personagem principal narrando a ruptura da linguagem cinematográfica com suas lições visionárias sobre o cinema. Anabazys é um documentário primoroso do sensível Joel Pizzini e da filha do genial Glauber, Paloma Rocha.