A especulação criou o interesse. O São Paulo, que havia negado qualquer negociação para levar Rivaldo, presidente e jogador do Mogi Mirim, para o Morumbi, mudou de ideia. Juvenal Juvêncio empolgou-se com a possibilidade de contar com o veterano meia-atacante, que passou no vestiário da equipe no último domingo para cumprimentar o companheiro de Copa do Mundo de 2002 Rogério Ceni. A situação para sua ida para o clube tricolor começou a ser criada ali. "Ainda quero ver você jogando com a gente", teria dito o goleiro para o camisa 10 da seleção pentacampeã no Mundial da Coreia do Sul e do Japão. O apoio de mais de 30 conselheiros do clube, reunidos na noite de quinta-feira para debater a candidatura à segunda reeleição do presidente, convenceu Juvenal a investir no jogador de 38 anos - que completa 39 em maio. Apenas quatro levantaram a mão em objeção ao negócio. O caminho ficou livre para a temporada de despedida de Rivaldo do futebol em um grande clube. "Tínhamos dúvidas se seria uma contratação boa para o clube, mas o apelo da coletividade nos convenceu", contou o diretor de futebol João Paulo de Jesus Lopes. "Agora é uma questão de formatarmos o negócio. As primeiras conversas com o Rivaldo já ocorreram". Pelas palavras dos dirigentes tricolores, Rivaldo agora só não atua pelo São Paulo se não quiser. O clube oferece um salário de mais de R$ 100 mil mensais até o final da temporada e ainda propõe o empréstimo ao Mogi Mirim de jovens jogadores que não serão aproveitados agora na equipe principal.