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Sábado, 19 de Fevereiro de 2011, 12h:42

CLÁSSICO OS MILHÕES

Operário e Mixto estreiam seus técnicos

Em baixa, com campanhas pífias, o principal clássico do futebol mato-grossense tem um atrativo diferente: a estreia de novos técnicos

ADMAR PORTUGAL
Da Reportagem
Operário e Mixto vão para o tudo o nada a partir das 18 horas deste domingo, no Estádio Dutrinha, no tradicional clássico dos milhões. Os dois times estão com novidades e as principais são os treinadores, que estreiam. No Tricolor várzea-grandense, em menos de dois meses a diretoria anuncia o terceiro treinador. Carlos Rufino, que deu o título ao Chicote em 2006, assumiu quinta-feira no lugar do preparador físico Júlio César Fumanchu, que dirigiu o time nos três primeiros jogos no lugar do demitido Fábio Cunha. E Carlos Rufino se diz feliz por assumir o clube em um momento muito delicado. “É muito bom estar de volta ao clube que ajudei a ser campeão. Tenho um carinho muito especial pelo Operário, por sua diretoria e também pela torcida, que, acredito, vai ser fundamental para nos apoiar diante de nosso maior rival, que é o Mixto”, diz emocionado o treinador. O Operário é o último colocado do grupo ao lado do Sinop, que jogou na noite de ontem com apenas um ponto ganho. Já o Mixto aparece em quarto lugar com quatro pontos. O treinador diz que assumir o time às vésperas do principal clássico aumenta a responsabilidade e ao mesmo tempo dá certa tranquilidade em relação a qualquer um outro clube do interior. “Assumir o Operário para enfrentar o Mixto é muito bom. Na pior das hipóteses, em clássico não tem favoritismo e acredito que as chances de vencer é do Mixto como também do Operário. Para ser mais direto, é 50% para cada um e o torcedor está ciente disso: de que o time precisa jogar bem e o resultado se for positivo para um lado o outro vai aceitar, pois é o principal clássico do Estado”. O time só será definido momentos antes do jogo e Rufino justifica que não teve tempo suficiente para treinar a equipe e definir um padrão mais específico para aplicar no jogo deste domingo. “O pouco tempo que tive experimentei o 3-5-2, 4-4-2 e 3-6-1. Vai ser um desses critérios e cada um deles com uma formação. Na preleção é que vou definir qual vai a campo e de uma coisa o torcedor pode ter certeza: vamos ter uma equipe vibrante e motivada em campo jogando pra vencer seu maior rival, que é o Mixto”, falou. E um dos jogadores que foram mais exigidos por Carlos Rufino foi o meia Nenê, que terá a missão de criar as principais jogadas de ataque. “Sinto-me muito bem preparado e estou ciente do que será minha função em campo”, falou. Desde a chegada do novo comandante técnico do Mixto, Arildo Berdum, os treinamentos foram movimentados no CT do Alvinegro. Arildo não revelou o time titular e para confundir quem estava lá, a cada dez minutos promovia mudanças no time principal. “É clássico, e tudo vale. O que não posso é dizer como minha equipe vai jogar. É o único trunfo que tenho para surpreender o adversário e tenho que tirar proveito disso”, explica o treinador. Arildo Berdum é da mesma opinião do técnico operariano que em clássico não tem favoritismo e que o vencedor vai ser definido nos detalhes. “Na vida tudo é de desafio e nada melhor que estrear em um clássico. Vamos partir com tudo pra cima do Operário. Minha filosofia de trabalho se identifica com o Mixto e vou aplicar isso amanhã em busca da vitória”, falou. OPERÁRIO Denner; Ezequiel, Caio, Miranda, Merica (Cleber) e Babalu; Dinho, Bento, Euclides (Wanderson) e Nenê; Bibil. Técnico: Carlos Rufino MIXTO Silva; Carlinhos (Buiú), Kall, Rancan e Rafael (Flávio); Felipe, Jean Carlos, Guiducci e Walderrama; Juninho e Tiago Furlan. Técnico: Arildo Berdum Arbitro: Daniel Martins dos Santos. Assistentes: Lincoln Ribeiro Taques e Rilmar Ribeiro Primo Horário: 18 horas Local: Estádio Dutrinha

Edição EDIÇÃO 16959




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