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ESPORTES
Sábado, 30 de Agosto de 2008, 13h:52

SÉRIE A

Morumbi será pequeno

Times fazem um clássico em situações opostas: o São Paulo precisa vencer para entrar no G4 e o Santos, para fugir do rebaixamento

GIULIANDER CARPES E SANCHES FILHO
Da Agência Estado – São Paulo
No ano passado, São Paulo e Santos chegaram a travar uma disputa equilibrada - ao menos por algumas rodadas - pelo título brasileiro. Os são-paulinos acabaram conquistando o campeonato, enquanto os santistas terminaram em segundo lugar. Hoje, às 15 horas, no Morumbi, se encontram em posições bastante distintas: o São Paulo briga para entrar no G4, o grupo dos quatro primeiros colocados, enquanto o Santos luta para sair da zona de rebaixamento. Mais fracos tecnicamente do que em anos anteriores, os dois rivais paulistas ainda não embalaram na competição. Isso por ser facilmente comprovado pela classificação do Brasileirão, e também pelo público nos estádios nos jogos de ambos. Habituados a decisões e a freqüentar a parte de cima das tabelas, os são-paulinos têm apenas a 13ª melhor média do campeonato, com 11 901 pagantes por partida. Nos dois anos anteriores, quando o São Paulo se sagrou bicampeão brasileiro, o Morumbi era palco para mais de 28 mil torcedores por partida, a segunda melhor média de público. "A desconfiança da torcida não é por acaso", admitiu o zagueiro André Dias. "O São Paulo não vem fazendo uma campanha boa." Mas André Dias não perde a esperança de que, com os retornos do volante Hernanes (reintegrado após defender o Brasil na Olimpíada de Pequim) e do zagueiro Miranda (recuperado de contusão), o time do São Paulo possa voltar a apresentar um bom futebol e empolgar. "Agora vamos fazer bons jogos e a torcida vai dar a resposta também", disse o zagueiro. O Santos não costuma levar grandes públicos à Vila Belmiro mesmo quando tem um bom time. A média dos últimos anos não chega a 9 mil pagantes por jogo. Neste Campeonato Brasileiro, não é diferente, com um agravante: a situação na classificação é muito ruim. Diante disso, os torcedores não se conformam e já causaram alguns transtornos ao clube durante o campeonato. Xingaram, protestaram e picharam muros. Uma vitória em um clássico, no entanto, pode mudar o clima. "Vamos entrar determinados em campo e com o pensamento fixo de quebrar o favoritismo do São Paulo", prometeu Fabiano Eller, que pode se despedir do Santos neste domingo, já que é pretendido pelo Al-Jazira, do Catar, time treinado pelo brasileiro Abel Braga. "Com a volta das vitórias, a torcida também vai recuperar a confiança em nós", resumiu o volante Rodrigo Souto. SEM FAVORITISMO - Os jogadores são-paulinos refutam o favoritismo no clássico deste domingo por terem uma campanha melhor do que o adversário. "A gente se prepara para vencer sem pensar na classificação do adversário", explicou o zagueiro Miranda. "O Santos passou por um período de transição e começa a se ajustar, ficar mais forte e perigoso", lembrou o treinador Muricy Ramalho. O motivo da retomada é a aplicação do novato e estudioso técnico santista. Efetivado no cargo depois da saída de Cuca, Márcio Fernandes acompanhou tudo sobre o São Paulo e assistiu aos vídeos de seus últimos jogos. Com essas informações, ele trabalhou a sua equipe. "Agora todos estão conscientes de que o sistema de marcação começa lá frente", comemorou o zagueiro Fabiano Eller. SÃO PAULO Rogério Ceni; Miranda, André Dias e Rodrigo; Joílson, Jean, Hernanes, Jorge Wagner e Richarlyson; André Lima e Borges. Técnico: Muricy Ramalho. SANTOS Douglas; Wendel, Domingos, Fabiano Eller e Carleto (Kléber); Roberto Brum, Rodrigo Souto, Bida e Michael; Cuevas e Kléber Pereira. Técnico: Márcio Fernandes.

Edição EDIÇÃO 16959




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