ESPORTES
Terça-feira, 22 de Junho de 2010, 21h:08
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RUMO AO HEXA
Kaká admite que precisa se "policiar"
Jogador promete ter cuidados com arbitragens e assegura que está completamente recuperado das contusões e pronto para brilhar
ANDRÉ CARDOSO
Da Agência Estado - Johannesburgo, África do Sul
Apesar de ter considerado "injusta" a sua expulsão diante da Costa do Marfim, durante a vitória brasileira no último domingo, Kaká admitiu ontem que precisa ter mais cuidado nos jogos da Copa do Mundo. "Vou me policiar um pouco mais dentro de campo. A arbitragem tem sido muito severa", explicou o jogador, que está suspenso e desfalca o Brasil na última rodada da primeira fase, sexta, contra Portugal. Durante entrevista ontem, no hotel onde a seleção está concentrada em Johannesburgo, Kaká voltou a dizer que não merecia ter sido expulso. "Foi um lance normal, houve uma simulação. Se eu tivesse sido irresponsável, teria pedido desculpas ao grupo e ao torcedor", explicou o jogador, ressaltando que a Costa do Marfim abusou da violência no jogo. "O Brasil tem um grupo tranquilo, mas ninguém tem sangue de barata." Kaká lamentou por não poder jogar contra Portugal e reconheceu que isso prejudica sua recuperação física e técnica. "Atrapalha um pouco a evolução que eu vinha tendo. Mas também vejo um lado positivo nessa história, pois terei uma semana para trabalhar e estar bem no confronto das oitavas de final (se ficar em primeiro lugar no Grupo G, o já classificado Brasil jogará na próxima segunda-feira)", afirmou. Em sua avaliação, Kaká acredita que teve uma boa evolução nos dois primeiros jogos do Mundial da África do Sul. "Nos treinos e amistosos, eu não estava tão à vontade. Mas, contra a Costa do Marfim, já fiz muitas coisas que eu estava acostumado a fazer em campo. É um alívio", contou o camisa 10 do Brasil, garantindo que a ausência na próxima partida não vai atrapalhar sua performance na continuidade da Copa. Mesmo sem poder jogar, ele viajará com o restante do grupo para a cidade de Durban, onde acontecerá a partida contra Portugal. E promete dar sua contribuição. "Vou ajudar o time ao mostrar minha vontade para trabalhar nesse período, sendo um exemplo ativo. E vou motivar e ajudar quem for entrar no meu lugar, para que tenha uma ótima sorte. Estou fora, mas estou torcendo", explicou o jogador. LESÕES SUPERADAS - Kaká garantiu ontem que as lesões sofridas durante a temporada não o atrapalham mais. "Depois dos jogos, sinto dores como todos os outros jogadores. Tudo normal, nada que me atrapalhe", contou o camisa 10 da seleção brasileira, confirmando que o problema no púbis e a contusão muscular na coxa esquerda não estão interferindo em sua performance na Copa do Mundo. Kaká lembrou que teve uma temporada muito difícil no Real Madrid, por conta dos problemas físicos. "Passei por muitas dificuldades durante a temporada. Mas vinha batalhando muito. Cheguei a treinar muitas vezes em até três períodos. Por isso, agradeço a todos que me ajudaram. A minha recuperação vem sendo muito boa", afirmou. Ele, no entanto, não descartou a possibilidade de fazer uma cirurgia no púbis depois da disputa do Mundial na África do Sul. "Não estou pensando nisso agora. Muitos médicos não aconselham a fazer essa operação. Por isso mesmo, vamos fazer uma avaliação profunda sobre esse assunto após a Copa", contou Kaká, reforçando que nenhum problema médico está atrapalhando sua performance. Punido pela Fifa com apenas um jogo de suspensão após a expulsão diante da Costa do Marfim, no último domingo, Kaká não poderá jogar contra Portugal, na sexta-feira, em Durban, pela última rodada da primeira fase da Copa. Assim, ele irá aproveitar a folga forçada para intensificar o trabalho de condicionamento físico para poder entrar ainda melhor nas oitavas de final.