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ESPORTES
Sábado, 26 de Junho de 2010, 18h:23

“VERGONHA”

Itália é recebida aos gritos

"Vergonha!" Foi com esse grito que os jogadores da seleção italiana foram recebidos por um pequeno grupo de torcedores ontem, no desembarque em Roma, após a eliminação na primeira fase da Copa do Mundo da África do Sul. Cabisbaixos, alguns jogadores e o técnico Marcello Lippi deixaram o aeroporto de Fiumicino sob forte proteção policial, enquanto outros prosseguiram viagem até Milão. Entre os que desembarcaram na capital estava o capitão Cannavaro, 36 anos, um dos principais alvos das críticas dos torcedores, que gritavam "vá para Abu Dhabi", em referência ao contrato assinado pelo jogador com o Al Ahli, dos Emirados Árabes, para as duas próximas temporadas após ser dispensado da Juventus em maio. Em 2006, Cannavaro foi eleito pela Fifa o melhor jogador do mundo justamente por causa do seu desempenho na Copa da Alemanha, quando a Itália foi campeã. Um dos poucos que falaram com a imprensa no desembarque em Roma, o meia Simone Pepe que criticou a capa do jornal il Giornale de propriedade da família Berlusconi, que estampou 11 caixões azuis em um campo de futebol após a derrota italiana para a Eslováquia por 3 a 2 na quarta-feira. "Quem escreve para il Giornale? Não há ninguém. Por terem colocado esses caixões na capa, parece que são coveiros", afirmou. Já Pazzini tratou as críticas da imprensa com naturalidade. "É normal que isso aconteça. Nosso desempenho foi uma decepção", disse. O atacante Fabio Quagliarella, um dos destaques do jogo contra a Eslováquia, disse que preferia ver a Itália classificada mesmo que ele não tivesse ficasse fora da partida. "Todos fazemos um ‘mea culpa’ e pedimos perdão. Agora, a única coisa que queremos é construir uma Itália cada vez mais forte", declarou. G8 SEM FUTEBOL - O primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi disse neste sábado que "ninguém ousou levantar o tema" da eliminação da seleção de seu país na Copa durante a reunião do G8 (grupo dos países mais industrializados do mundo), no Canadá. Segundo ele, o silêncio ocorreu "porque éramos dois a sofrer: eu e o presidente francês (Nicolas Sarkozy)".

Edição EDIÇÃO 16965




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