ESPORTES
Quarta-feira, 16 de Junho de 2010, 21h:23
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PERDÃO
Deco se desculpa com técnico português
Depois de criticar o treinador Carlos Queiroz por tê-lo colocado fora de sua posição, o meia pediu desculpas via nota oficial
ALMIR LEITE
Da Agência Estado - Port Elizabeth, África do Sul
O empate de Portugal contra a Costa do Marfim teve consequências turbulentas e ontem foi dia de apagar incêndio. O meia Deco voltou atrás nas críticas feitas ao técnico Carlos Queiróz após a partida. Ele atacou a postura tática do time e contestou a função tática que teve de exercer. Foi aconselhado a "esclarecer" o que quis dizer, para não conturbar o ambiente. Na próxima segunda, Portugal enfrenta a Coreia do Norte e depois do 0 a 0 na estreia tem obrigação de vencer, de preferência por boa margem de gols. Deco utilizou o site da Federação Portuguesa de Futebol para se desculpar por ter dito que a equipe foi medrosa em campo e que ele teve de jogar aberto pelo lado do campo, o que nunca havia feito na carreira. Também havia reclamado de ter sido substituído por Tiago durante o segundo tempo. "Quero esclarecer que nunca tive e não tenho qualquer problema como o treinador e jamais foi minha intenção colocar em causa a liderança e as decisões do professor Carlos Queiróz", justificou. Em seguida, alegou que fez as declarações de cabeça quente, logo depois do fim do jogo, ainda sem ter digerido o empate. "Eu estava convencido de que poderia ajudar a equipe. Nenhum jogador gosta de ser substituído e eu muito menos", usou o lugar-comum. "Acreditava que a qualquer momento podia fazer uma assistência ou até um gol que decidisse o jogo. Daí a minha frustração". Jornalistas que acompanham o dia a dia da seleção portuguesa revelaram que Queiróz ficou irritado com as declarações de Deco. Considerou-as inoportunas, mas em nenhum momento cogitou em penalizar o meia. O conselho para que divulgasse a nota teria sido dado por um dirigente da federação. Deco já avisou que, após o Mundial, não vestirá mais a camisa da seleção portuguesa FIFA X QUEIRÓZ - O técnico de Portugal também teve seu momento de polêmica na terça, ao contestar a liberação do marfinense Didier Drogba para atuar com o antebraço fraturado protegido por uma tala. Queiróz deixou no ar possível "conspiração" para prejudicar Portugal. Ontem, a entidade respondeu, de maneira curta e grossa, por meio do porta-voz Nicolas Maingot: "Cabe ao árbitro tomar a decisão (de liberar ou não jogador em situações como a de Drogba). Mas houve uma reunião com as seleções e a delegação portuguesa aceitou a tala", disse. Na manhã de terça, o vice-presidente da federação, Amândio de Carvalho, havia dito publicamente que aceitava a decisão. Portugal agora briga com a Fifa por outro motivo: pediu à entidade para desconsiderar o cartão amarelo dado pelo árbitro uruguaio Jorge Larrionda a Cristiano Ronaldo, por simulação de falta e por discutir em seguida com jogadores marfinenses, alegando que não houve motivo para a advertência.