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Editoriais
Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012, 20h:27

Radares eletrônicos

É acertada a decisão do poder público de instalar radares eletrônicos nas ruas e avenidas de Cuiabá, como forma de reduzir a violência no trânsito. É importante ressaltar o termo “poder público” porque não se trata somente de um ato da prefeitura, mas também do Ministério Público Estadual. Aproximadamente 80 pontos devem receber equipamentos de fiscalização eletrônica. O serviço deverá custar pelo menos R$ 300 mil ao mês para o Executivo. A previsão é de que os radares sejam instalados em três etapas, priorizando inicialmente as ruas e avenidas que não vão sofrer intervenções relacionadas à Copa de 2014. Da primeira lista devem fazer parte as avenidas Getúlio Vargas, Marechal Deodoro, Isaac Póvoas e São Sebastião. Na maioria das vias cada radar terá três funções: vigiar a velocidade, o respeito à faixa de pedestre e a obediência ao semáforo. Noutras, apenas a velocidade, como nas avenidas Beira-rio, Jornalista Archimedes Pereira Lima (estrada do Moinho) e Profª. Edna Affi (das Torres). O Diário entende a desconfiança de alguns por conta do risco de se repetir aquilo que se convencionou chamar de “indústria da multa”, já vista no passado em Cuiabá e outras capitais. Mas, para este problema, existem os órgãos fiscalizadores, que, na certa, deverão estar atentos a qualquer tipo de excesso que porventura venha a ser cometido. Porém, parte dos que reclamam da indústria da multa está mais preocupada em não ser penalizada por algum excesso que venha a cometer nas ruas. O interesse deste motorista, no entanto, não deve estar acima do bem comum. O que muitos precisam entender é que ninguém será multado apenas por estar dirigindo. Serão multados aqueles que não respeitam as leis de trânsito, trafegando em alta velocidade, desobedecendo o sinal vermelho e avançando sobre a faixa de pedestres. Nada mais justo do que pagar por uma infração cometida. É assim em qualquer lugar do mundo civilizado. Apesar disso, a multa não é algo certo e concretizado. O motorista que se sentir injustiçado por uma infração que não cometeu poderá recorrer tanto administrativa quanto judicialmente. A vantagem é que a multa terá fotografia, o que pode facilitar a defesa de quem for multado por algo que não tenha cometido. Está provado que a instalação de radares inibe o abuso de velocidade e a imprudência, reduzindo sensivelmente os índices de acidente. Tal fenômeno vai se repetir em Cuiabá. O que muitos precisam entender é que ninguém será multado apenas por estar dirigindo

Edição EDIÇÃO 16968




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Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
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