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Editoriais
Quarta-feira, 26 de Maio de 2010, 21h:54

O sonho da BR-163

Nunca uma obra rodoviária significou tanto para um estado vizinho quanto a pavimentação em curso da rodovia BR-163 (Cuiabá-Santarém) no Pará significa para Mato Grosso. Obra idealizada por Juscelino Kubitscheck que a incluiu ao Plano Viário Nacional em 1957, a grande longitudinal com 1.770 km que liga Cuiabá a Santarém, a BR-163 atende interesses dos dois estados em seu trajeto, e de modo abrangente transforma-se em elo da malha viária nacional para se alcançar a Zona Franca de Manaus. Construída entre 1971 e 1976, a BR-163 foi importante no processo de interiorização do Brasil e na ocupação do vazio demográfico nas calhas dos rios Teles Pires e Juruena, e da margem direita do rio Tapajós ao longo de seu curso. Em seu trajeto e eixo de influência surgiram cidades importantes a exemplo de Sinop, Alta Floresta, Colíder, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Novo Progresso (PA), e nessa região o Brasil encontrou o espaço que buscava para assegurar áreas aos brasileiros que não o encontravam em seus lugares de origem. Inaugurada em 1976, pelo presidente Ernesto Geisel, desde então Mato Grosso e o Pará lutam pela pavimentação da BR-163, parcialmente implantada ao longo de sucessivos governos. A lentidão e a inconstância da obra desmotivaram pioneiros e influenciaram para que deixassem as áreas onde viviam. Além disso, a falta de asfalto ao longo de todo o trajeto impede a utilização da rodovia para o escoamento de commodities agrícolas pelo porto da Cargill em Santarém e para seu embarque naquela cidade rumo a portos nordestinos. Felizmente, há quase dois anos, a obra da BR-163 saiu do campo das promessas e se transformou em projeto exeqüível pelo Ministério dos Transportes por meio do DNIT, que é presidido por Luiz Antônio Pagot – o representante mato-grossense que exerce o cargo mais relevante no governo do presidente Lula da Silva. Graças a Pagot a BR-163 recebe pavimentação em vários segmentos no Pará, e seu último trecho sem asfalto no território mato-grossense – entre Guarantã do Norte e a divisa dos estados – está sendo pavimentado pelo DNIT. Além de seu relevante papel para viabilizar a obra da BR-163 e de se empenhar por ela, Pagot dá seguidas demonstrações de seu interesse pela interligação de Cuiabá com Santarém. Tanto assim, que hoje, pela segunda vez nos últimos meses, o presidente do DNIT percorrerá a rodovia em seu trecho acima de Sinop e até o destino final, para fiscalizar a execução dos trabalhos. No roteiro que se inicia hoje, Pagot estará acompanhado por técnicos do DNIT, oficiais de Batalhões de Engenharia de Construção, autoridades e pelo ex-governador Blairo Maggi, que ao longo de sete anos à frente do governo de Mato Grosso fez da BR-163 uma de suas bandeiras de luta. A viagem de Pagot e Blairo simboliza a busca do povo mato-grossense pela saída norte, que graças aos dois cada vez mais se aproxima de sua concretização. "A viagem de Pagot e Blairo simboliza a busca do povo de Mato Grosso pela saída norte"

Edição EDIÇÃO 16959




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