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Editoriais
Terça-feira, 16 de Março de 2010, 20h:56

Mirante da Chapada

Imagem paradisíaca até o imaginário ponto onde a superfície se perde na linha do horizonte. Essa a visão proporcionada pelo Mirante da Chapada, que é uma das principais referências geográficas de Mato Grosso para efeito turístico. O Mirante, distante 68 km de Cuiabá, é ponto de intensa movimentação de turistas domésticos, nacionais e do exterior. O incessante vaivém das pessoas provoca pequenas alterações no solo do cerrado caracterizado pela cobertura arenosa e propícia a desmoronamento e ao surgimento de voçorocas pelo discreto, porém real processo de antropização da área causado pelo homem por meios de ações indiretas nesse sentido. Proteger o Mirante é preservar uma das áreas mais bonitas de Mato Grosso e um dos mais importantes pontos de observação do estado, numa região carregada de misticismo e que se situa entre as rotas turísticas mato-grossenses preferenciais. No entanto, até então, nenhuma medida prática fora adotada para tanto. Porém, essa situação acaba de mudar por completo: o governo estadual baixou portaria por intermédio da Secretaria de Estado de Cultura tombando-o. A portaria define o Mirante da Chapada enquanto patrimônio público estabelecendo por seus limites os contornos de uma área de aproximadamente 355 mil metros quadrados ou 35,5 hectares nas imediações da rodovia MT-251 recentemente pavimentada e que liga Chapada dos Guimarães e Campo Verde e Nova Brasilândia. O tombamento além de preservar o Mirante também cria capa de proteção legal ao Marco do Centro Geodésico da América do Sul, ao seu lado e que também recebe intenso fluxo turístico, por seu simbolismo. A decisão do governador Blairo Maggi pelo tombamento do Mirante é ato digno do reconhecimento popular e reforça sua opção pela preservação ambiental e do patrimônio histórico em Cuiabá que pode ser atestada pelas parcerias firmadas pelo governo com instituições e a iniciativa privada, que resultou na restauração da Academia Mato-grossense de Letras, Igreja do Rosário e São Benedito, Igreja Bom Despacho, Palácio da Instrução e outros prédios. O tombamento também tem outro aspecto positivo. A área territorial do Mirante é objeto de demanda judicial entre partes que disputam sua titularidade. Com sua transferência ao Poder Público o Estado assume a posse plena da terra e sua administração, sem, no entanto, ferir o direito de propriedade anterior, que será definido judicialmente para que seu legítimo dono antes do tombamento seja ressarcido. A partir de agora o Mirante é patrimônio tombado e está sob gestão plena do governo de Mato Grosso, que tem poder de polícia para impedir que sua visitação se transforme em agressão ao meio ambiente. Proteger o Mirante é preservar uma das áreas mais bonitas de Mato Grosso

Edição EDIÇÃO 16959




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