De abrangência mundial e elaborado no Brasil pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em parceria com a Fundação João Pinheiro, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é referência no tocante a aferição do desenvolvimento social, cultural e político que influenciam na qualidade (ou falta de) de vida. Diagnosticados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) os índices que apura o Produto Interno Bruto (PIB) e a renda per capita, revelam informações econômicas dos municípios, estados e do País. Aos importantes indicadores do PNUD e IBGE se juntou em 2006 o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) de autoria da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que em sua curta trajetória já ganhou confiança junto às autoridades e a população, a ponto de ser considerado a bula da qualidade (ou falta de) das administrações das prefeituras no tocante ao aspecto financeiro. Uma ampla reportagem sobre os números do Índice Firjan de Gestão Fiscal relativos ao ano de 2010 nos municípios mato-grossenses será um dos principais temas da edição de amanhã deste Diário. A leitura deste material merece a atenção de todos os prefeitos, vereadores, deputados, senadores, secretários municipais e do governo, do governador e da população de modo geral. Ler a reportagem sobre o Índice Firjan de Gestão Fiscal é se deparar com a realidade dos municípios em seu setor mais nevrálgico, que é a condução da receita orçamentária sob todos os aspectos, inclusive no tocante ao quadro de servidores, que quando inchado provoca descompasso administrativo e fere a legislação. Os números são oficiais e não aceitam mascaramento. Sua frieza mostrará que nem sempre a importância do município se traduz em bom desempenho administrativo na avaliação do Índice Firjan de Gestão Fiscal. Também mostrará comparativo de Cuiabá com as demais capitais. Neste ano, o trabalho elaborado pela Firjan agrega importante fator, que sequer é citado na publicação. Ele elenca a gestão fiscal de prefeitos que administram a maioria dos municípios há pelo menos dois anos (2009/10), o que impossibilita o uso do argumento de que a gestão está apenas começando. Ainda para reforçá-lo há casos de prefeitos reeleitos e de vices que substituíram os titulares, mas que antes de ocuparem o novo cargo compartilhavam o comando municipal. O ranking do Índice Firjan de Gestão Fiscal certamente sofrerá duros questionamentos por parte de administradores e políticos de municípios com fraco desempenho. Esse tipo de reação é previsível e sempre manifestado quando uma publicação isenta, séria e com lastro na realidade fere interesses eleitoreiros. Isso sempre ocorre quando o IBGE divulga resultados dos censos e das estimativas das populações residentes nos municípios e estados. Que ao avaliar o governo de seu município o leitor passe a adotar o Índice Firjan de Gestão Fiscal como um de seus indicadores juntamente com o IDH, o PIB e a renda per capita. Nem sempre a importância do município se traduz em bom desempenho administrativo