Já o restante da atividade agrícola que prefere usar cultivares sem a certificação contribui para aumentar as perdas do setor. A estimativa para este ano é de que R$ 3,5 bilhões deixarão de ser contabilizados ao segmento produtivo de sementes, de uma previsão de faturamento de R$ 7 bilhões. Como alerta o presidente da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), Ywao Miyamoto, diz que cerca de 50% da semente brasileira é ilegal. Mais do que tirar a rentabilidade das sementeiras, o Brasil perde em tecnologia. Sem recursos a pesquisa pára. Ele destaca ainda que a falta de certificação nas sementes utilizadas nas lavouras brasileiras já causou perdas acumuladas de cerca de R$ 8 bilhões, nos últimos três anos. Período em que a pirataria se intensificou. Miyamoto acrescenta: Neste ano enquanto o setor produtivo deverá perder R$ 3,5 bilhões, outros R$ 160 milhões deixarão de circular em forma de impostos. Em um exemplo pessoal, o presidente da Abrasem conta que nestes últimos três anos, reduziu a produção de sua sementeira em 40%, que passou de 1 milhão de sacos para 600 mil sacos. Apesar de a situação estar crítica para quem pesquisa e produz esta tecnologia a semente vale saber que a União está atenta, intensificou as fiscalizações e ninguém, pego com material ilegal, será perdoado, avisa. (MPF)