A Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto) espera que os incentivos do governo federal para a compra do carro novo termine beneficiando também o setor de automóveis usados, mas avalia que ainda é cedo para tirar conclusões. De acordo com o presidente da Fenauto, Ilídio Gonçalves dos Santos, antes das medidas, por causa da inadimplência, a cada dez fichas cadastradas nas financeiras com solicitação de crédito, apenas duas eram aprovadas. Ele acredita que, com prazos menores e garantias maiores, a situação possa melhorar. Inadimplência chegou ao ponto dos bancos se retraírem, mas acredito que, com prazos de financiamentos de 48 meses (quatro anos) e não de 60 meses (cinco anos), e com o pagamento de uma entrada de 20% do valor total, será mais seguro. É mais curtinho e o crédito pode voltar, disse à Agência Brasil. Ilídio Gonçalves defende que as regras sejam mais estáveis, sob o argumento de que não é interessante que em uma hora se abra demais a concessão de crédito e em outra se feche. Um ponto ideal, no seu entender, seria que os bancos mantivessem em 40% a 45% as aprovações dos pedidos de crédito. O dirigente entende também que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializado (IPI) influenciará progressivamente o preço do carro zero, mas não será uma queda considerável. É só comparar os descontos que eram dados, coisa de R$ 2 mil a R$ 5 mil. Precisamos ver o que vai acontecer agora, se irão diminuir o IPI e a partir da redução aplicar novos preços com desconto. Porque, se diminuir o IPI e não der desconto, ficará seis por meia dúzia, alertou.