Perspectiva de recursos externos pela queda da Selic, derruba dólar
O cenário interno após a divulgação da nova Selic acabou ajudando a empurrar ladeira abaixo a cotação do dólar, uma vez que a perspectiva do mercado é que haja forte entrada de moeda estrangeira na Bolsa em razão das expectativas favoráveis com relação à solidez da economia brasileira. No fechamento de ontem, o dólar à vista caiu 1,33%, a R$ 1,925 no balcão. Este é o menor valor do pronto desde o fechamento em 2 de junho último, a R$ 1,924, que por sua vez era a menor taxa desde 1º de outubro de 2008 (a R$ 1,918). Na semana, o pronto recuou 1,64% no balcão. No mês apura baixa de 2,28% e no ano, uma perda de 17,56%. Na BM&F, o dólar pronto encerrou em queda de 1,33%, a R$ 1,926. O dólar aprofundou a queda em relação ao real ontem, uma sexta-feira espremida entre o feriado doméstico e o fim de semana. O comportamento da moeda norte-americana destoou da valorização exibida no exterior ante o euro, a libra, o iene e divisas de países emergentes, como os pesos chileno e mexicano e o rublo russo. A explicação para o declínio do dólar aqui está ligada à perspectiva de ingressos futuros de recursos estrangeiros no País visando às ofertas públicas de ações e também decorrentes de captações externas de bancos e empresas nacionais.