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Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

ECONOMIA
Terça-feira, 30 de Março de 2010, 20h:08

FERIADOS

Perdas para lojas podem chegar a até 5% em abril

Mês tem o segundo menor volume de dias úteis do calendário, ficando atrás somente de fevereiro

MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
As perdas para as lojas de rua da Grande Cuiabá com os feriados do mês de abril, podem chegar a até 5%, segundo estimativas de entidades empresariais do Estado. A convenção coletiva dos trabalhadores do comércio prevê três feriados só no mês de abril e um deles, o da Sexta-Feira Santa, é inegociável, sendo obrigatório o fechamento das lojas nessa data. O mês de abril vem sendo conhecido na Capital como o segundo em menor volume de dias úteis, perdendo somente para fevereiro, que além de contar com apenas 28 dias, sofre interferência do Carnaval. Porém, em 2010, por exemplo, fevereiro e abril terão apenas 19 dias úteis em Cuiabá. Além da Sexta-Feira Santa e do feriado nacional alusivo a Tiradentes, no dia 8, a capital faz aniversário, 291 anos de fundação. Em Cuiabá, as empresas pretendem cumprir o acordo com os trabalhadores e o calendário de feriados da prefeitura. Os feriados de oito de abril (aniversário de Cuiabá) e 21 de abril (Tiradentes) são facultativos para o comércio, podendo haver acordo entre patrões e empregados para a abertura das lojas. Do calendário municipal, cinco datas são consideradas “inegociáveis” para os trabalhadores – 1º de janeiro, Dia do Trabalho, Sexta-feira Santa, Finados e Natal. Por lei, esses feriados têm de ser respeitados pelos patrões. O presidente do Sindicato Intermunicipal dos Comerciários de Cuiabá e Várzea Grande, Saulo Silva, estava em viagem ontem para São Paulo e não foi localizado para falar sobre os feriados. Uma fonte da entidade, entretanto, informou que a rejeição para a inclusão de outras datas como “negociáveis” no calendário se deveu ao excesso da carga horária, agravado com a chegada das grandes redes de departamento que impuseram uma extensa jornada de trabalho aos comerciários com a abertura das lojas aos domingos e feriados. “A cada feriado de funcionamento do comércio, os trabalhadores perdem momentos de descanso e lazer e deixam de conviver com a família. Sem falar na dificuldade dos trabalhadores para estudar e ter acesso ao conhecimento, devido às extensas e extenuantes jornadas”, aponta a fonte.

Edição EDIÇÃO 16959




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