ECONOMIA
Quarta-feira, 24 de Março de 2010, 21h:07
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FINANCIAMENTO RURAL
Para Febrabam, modelo atual está superado no Brasil
O atual modelo de crédito rural no Brasil está ultrapassado e precisa, urgentemente, de uma reformulação. A afirmação é do diretor-adjunto de produtos e financiamentos da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Ademiro Vian. Segundo o especialista, o Sistema Nacional de Crédito Rural, criado em 1965, perdeu competitividade e não consegue atender às atuais necessidades de financiamento do agronegócio. "Esse modelo foi muito importante para o desenvolvimento do setor no País, mas o mundo mudou, nossa agricultura ganhou escala e agora compete mundialmente. Portanto, temos de aprimorar nossos instrumentos de financiamento", afirmou. Vian afirma que o sistema de crédito rural "tem muita consistência" quando o País pratica uma taxa básica de juros elevada, mas perde sua atratividade quando os juros são baixos. "Quando a Selic estava em 25%, os recursos do crédito rural, a 8,75% ao ano, embora limitados, eram de grande importância. Hoje, os juros do crédito rural estão apenas dois pontos porcentuais abaixo da taxa básica. Em algumas situações, o produtor prefere pagar os juros do mercado a se submeter a todos os controles, exigências e custos do sistema", observou. O especialista chama atenção ainda para o fato de que os bancos não conseguem oferecer mais do que um terço dos R$ 150 bilhões anuais necessários para se financiar a safra de grãos e que o teto individual de R$ 600 mil é pequeno diante da necessidade de crédito dos médios e grandes produtores. O representante da Febraban falou ainda de endividamento, assunto que voltou à pauta dos ruralistas nas últimas semanas. Segundo ele, a dívida pendente de renegociação do Moderfrota, linha do BNDES destinada à compra de maquinário, soma aproximadamente R$ 2,8 bilhões, de um total R$ 12 bilhões.