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ECONOMIA
Quinta-feira, 28 de Abril de 2011, 21h:16

ROMPENDO FRONTEIRAS

Moçambique quer atrair produtores

O Seminário Internacional “Oportunidades de Investimento no Agronegócio Moçambicano”, promovido pela Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores, na Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), em Cuiabá, atraiu cotonicultores de várias regiões do Estado, na última quarta-feira. O ministro da Agricultura de Moçambique, José Pacheco, afirmou que o país africano está aberto para receber produtores de Mato Grosso e de outros estados do Brasil. “Nosso governo tem muito interesse e vontade política de proporcionar crescimento e desenvolvimento desse programa que conta com a participação do Brasil e Japão”, assinalou o ministro. O Programa de Cooperação Triangular para o Desenvolvimento Agrícola da Savana Tropical de Moçambique - Pro Savana JBM - tem como intenção contribuir para a promoção do desenvolvimento do setor agrícola e da segurança alimentar em Moçambique, com dinamização do setor produtivo de forma competitiva e com responsabilidade socioambiental. O representante de Moçambique mostrou como investir no país com apoio da legislação, desafios enfrentados e incentivos governamentais. Eles também apontaram o potencial e marco institucional e a situação de instituições de crédito no apoio ao desenvolvimento da agricultura, e também citaram vários investimentos bem-sucedidos em Moçambique. “Meu país vive clima de paz e democracia, tem disponibilidade de terras e mão-de-obra, sistema de geração e distribuição de energia, aeroportos, estradas e, como já disse, incentivos fiscais”, reforçou Pacheco, dizendo que a economia de Moçambique vem crescendo muito nos últimos anos. “Esse seminário foi de extrema importância para os produtores mato-grossenses que plantam algodão e também outras culturas, como soja, por exemplo, porque puderam receber informações sobre Moçambique. Agora, possivelmente dentro de dois meses, uma comitiva de produtores vai conhecer aquele país que nos convida para investir no agronegócio”, assinalou o presidente da Ampa, Carlos Ernesto Augustin, acrescentando que a experiência dos cotonicultores alinhada com a tecnologia utilizada nas lavouras de Mato Grosso tem dado excelente resultado, justamente porque a qualidade do algodão plantado no Estado goza de reconhecimento internacional. Para o presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis (397 quilômetros ao norte de Cuiabá), Odenir Ortolan, a proposta de Moçambique é interessante e, pelo jeito, com vantagens superiores às do Brasil. “Os atrativos são bons, mas, antes de tudo, precisamos conhecer. E essa viagem, anunciada pelo Carlos (Ernesto Augustin), será muito importante”, adiantou dizendo que tem interesse em ir a Moçambique. O produtor disse ainda que, além dos incentivos oferecidos pelo governo moçambicano, como terra a custo zero, as características da savana africana semelhante as do cerrado mato-grossense são animadoras. “Nossas tecnologias e variedades de sementes são perfeitas para aquele país”, frisou Ortolan. “Lá, em Moçambique, o Paralelo 13 é o mesmo que passa em Mato Grosso. As terras são planas como aqui e um potencial grande para a agricultura”, completou o presidente da Famato, Rui Prado, acrescentando que a posição geográfica do país africano é excelente porque está próxima a grandes consumidores mundiais.

Edição EDIÇÃO 16959




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